Segunda-feira, 12 de Março de 2007

Silêncio na rede...

O Zé Guita não desistiu!

Acontece é que a gripe não tem ajudado a reflectir nem a produzir...

Mas os comentários, agora mais do que nunca, têm sempre lugar. E quantos mais melhor.

sinto-me: em baixo...
publicado por Zé Guita às 17:51
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2 comentários:
De Guarda Abel a 13 de Março de 2007 às 12:31
A resolução dos problemas da Guarda e do Sistema de Segurança Interna (agora com o ridículo acrónimo de SISI) e que foram perpetuados durante anos e anos, por motivos de inabilidade política e falta de liderança, não pode significar que se deixe de respeitar as pessoas e todas as suas perspectivas acumuladas e sempre adiadas, como se lhes coubesse a maior fatia de culpa no descalabro a que se chegou.
A determinação política e administrativa, falsamente legitimada em estudos falaciosos, não pode pôr em causa o factor humano, quando ele é mais vítima do que causa.
Toda e qualquer reestruturação da Guarda deverá ser feita com as pessoas e nunca contra as pessoas, porque aquelas que eventualmente possam vir a ser atingidas por esse transe curandeiro, reformista e racionalizadora de cunho marcadamente tecnocrata de tantos males que afectam o nosso «Estado exíguo», raramente coincidem com aqueles que verdadeiramente terão culpas no rumo que as coisas foram tomando ao longo das últimas décadas de perfeita irresponsabilidade política.
Serve esta pequena reflexão para questionar quem e como e por que razão se estão a fazer propostas através de grupos de trabalho que afectarão todos os militares, embora a esmagadora maioria não seja tida nem achada na questão. Ah, pois, isto não é uma democracia…


De Guarda Abel a 13 de Março de 2007 às 15:15
Momentos de lucidez

Reflectindo acerca de uma sociedade que ainda está amarrada a um conjunto de constrangimentos que a impedem de alcançar padrões de desenvolvimento consentâneos com o valor absoluto do mérito, Eliseo Estanque, sociólogo do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, traça-nos um quadro que para muito de nós na Guarda é demasiado familiar, angustiantemente familiar…
«Porque é que proliferam tantas atitudes bajuladoras do "chefe", do "mentor", do "patrão", do "orientador" ou do "padrinho"? Porque na maioria dos contextos organizacionais se isso não acontecer o mais provável é que nos caiam em cima as mais diversas formas de retaliação, das mais perversas e subtis às mais arrogantes. Enquanto a cultura do mérito permanece incipiente, a cultura da mediocridade, do "cala-te e deixa estar", parece tornar-se cada vez mais forte. Há uma pressão para os "alinhamentos" incondicionais com este ou com aquele, e se as expectativas de quem está na posição de poder não se confirmam é comum que a reacção autoritária se faça sentir sobre o "elo mais fraco".
José Gil definiu o país pelo «Medo de Existir». Mas o medo existe, de facto. Medo de quê? Medo, por exemplo, do possível despedimento ou do estatuto de "excedentário"; do tratamento desfavorável, da desconsideração, da pequena "vingança"... As pessoas sentem uma grande falta de segurança e estabilidade. Isto, associado aos baixos níveis salariais – que, como se sabe, estão cada vez mais longe de satisfazer as exigências do custo de vida actual e as expectativas de uma "carreira" ou de um padrão de consumo de "classe média" –, favorece a inibição, o retraimento e a crispação. Num clima geral onde quem triunfa é em geral o "yes man", espera-se que todos nos comportemos como tal. Continuamos a debater-nos com necessidades primárias por cumprir. E a segurança é uma delas. Por isso também no mundo empresarial prolifera uma mentalidade que é avessa à mudança, à iniciativa individual, à inovação tecnológica e sobretudo à inovação social e organizacional. As lideranças são em geral medíocres e por isso também favorecem a mediocridade e o carreirismo, cego e seguidista, quer nas novas contratações quer nas avaliações e promoções de quadros e subordinados. O peso dos micropoderes nas instituições burocráticas e nas empresas continua a alimentar múltiplas situações de opressão que asfixiam a dignidade individual, a autonomia e a criatividade de cada um.»


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