Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Intervalo

Notícia do Correio da Manhã de hoje, subscrita por Sónia Simões, vem lançar mais umas achas na inquietação que vem ardendo em relação à GNR, à vista das opiniões públicas.

Limitando-nos ao essencial, a notícia refere um estudo de fins do ano passado que está a ser avaliado pelo MAI.

A  jornalista certamente dispõe de muito boas fontes para acompanhar a avaliação governamental.

Ocorre notar a evidência de se estar perante uma situação em que o chamado dividir para reinar pode agravar problemas.

E o Zé Guita, lembrando-se das dificuldades da navegação em mar tumultuoso, medita como pode ser perigoso que uma tripulação se desuna no meio de um temporal. Capitão, timoneiro, tripulantes, passageiros e carga estão todos dentro do mesmo barco e o barco é de todos.

 

sinto-me: apreensivo.
publicado por Zé Guita às 12:35
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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

Candeia 9

Na reunião no MAI em 06FEV, no capítulo da formação, foi referido (por quem?) que o nível de escolaridade de ingresso tem de ser igual nas duas forças de segurança, para evitar certos estigmas e a criação e alguns estereótipos que acompanham a GNR desde há alguns anos e que são susceptíveis de diversos tipos de aproveitamento, designadamente, aparecer aos olhos da opinião pública como uma força de segurança de segunda linha.


Garção comenta concordar que existe ainda, na opinião pública,esse estereótipo do "guardilha" mal formado, sendo certo que tal ideia se está a esbater cada vez mais em função do profissionalismo demonstrado pelos militares.

 No entanto, duvida que seja viável formar correctamente, em dois alistamentos previstos num só ano, pessoal para as cerca de 2500 vagas que visam colmatar a falta de recursos humanos nas subunidades de base da Guarda.

Interroga se será possível formar correctamente mais de 1200 agentes de autoridade em apenas seis meses. É necessário formar melhor o pessoal, se necessário, ultrapassando os habituais 9 meses de duração de um curso. É evidente que o espectro da missão aumentou e espera-se que continue a aumentar, pelo que o capítulo da formação deve acompanhar essa tendência, sob pena de regresso do antigo estereótipo no seio da opinião pública. É essencial capacitar o pessoal para transmitir uma imagem de profissionalismo sem mácula.

Jeremias, o fora da lei comenta que há alguns anos concordava que não havia razão para as habilitações dos elementos de base da GNR e da PSP serem diferentes e, para o ingresso na GNR, ser ainda obrigatório ter cumprido o serviço militar.

Hoje, pensa que esta diferença só existe ao nível do discurso. Quando os militares chegam ao alistamento, já deixaram de estudar há alguns anos! E, nesta altura, possuir o 9.º ano ou o 11.º não tem grande diferença! Concorda com qualquer das decisões que venham a ser tomadas.

Acha que o órgão base de atendimento ao público, o Posto na GNR e a Esquadra na PSP, são diferentes na sua concepção e funcionamento, sendo aqui que começa a grande diferença entre ser “guarda” e ser “polícia”: enquanto este nunca está sozinho, pois a qualquer hora do dia ou da noite, tem sempre pelo menos um chefe a quem recorrer, o guarda, a partir das 18H00, é quase sempre um homem só. E este é o passo que a Guarda não deu. Não se concebe que o Posto da Guarda encerre as portas ao público durante a noite e, muitas vezes, para ser atendido, um cidadão tem que esperar na rua que existam condições de segurança para ser recebido. Pergunta por que fica o posto da GNR entregue a um patrulheiro durante a noite? Não se diga que existem telemóveis, rádios, etc., que o homem nunca está sozinho.

Muitas vezes é entregue expediente em Tribunal sem que um graduado o veja. Nem que o executante seja licenciado e o graduado possua apenas a 4.º classe, a responsabilidade última deve ser sempre de quem dirige ou supervisa, não de quem executa. E supervisar por telemóvel será cómodo, mas pode acarretar dissabores.

Pirex comenta não vislumbrar quais são as grandes diferenças na função polícia para que se distingam requisitos de candidatura para as duas forças. Os esterótipos que existem, em sua opinião, não têm essecialmente a ver com esta questão mas sim com o passado recente da Guarda, em que se dizia que os militares não precisavam de pensar. Estudos eleborados sobre a escolaridade dos cidadãos que se candidataram ao curso de formação de praças indicam que há uma percentagem significativa de candidatos com curso superior e que para os que possuem o 9º ano há oportunidade de continuarem os seus estudos.

Não sendo contra o aumento deste requisito para o 11º ano de escolaridade, a manutenção das actuais condições não lhe desagrada, não vendo aqui um problema.

Ferrão comenta que o estereótipo em questão não tem tanto a ver com a escolaridade mínima requerida para a entrada na Guarda. Ele deve-se sim, cada vez mais, à deficiente selecção para admissão. Não existe uma eficaz análise de atitudes e comportamentos éticos. Assiste-se à entrada de algumas pessoas que cumprem os requisitos mínimos, mas cuja personalidade não encaixa no perfil necessário.   

É preferível trabalhar com um elemento que tenha apenas o 9º ano mas que inspire confiança e que tenha atitudes e comportamento dignos de militar da Guarda, do que com um licenciado cuja postura seja arrogante e não se integre.

Guarda Abel comenta haver responsabilidade para este estado de coisas em elementos que fazem regredir a área de formação, dando prioridade absoluta, em termos dogmáticos, à pureza militar, e recusando modernizar o modelo de formação.


  Bug comenta, contrapondo a Guarda Abel que o modelo agora estará mal, mas antes também não estava muito melhor.

 Guarda Abel responde que certos interesses pessais e visões particulares sobre a forma de organizar uma instituição podem ter resultados contraproducentes. A estratégia das organizações não pode balancear ao sabor de modas e caprichos. Deve assentar em bases sólidas e não mudar por que mudam as pessoas. A Guarda não tem uma visão de longo, médio e curto prazo. Muitas vezes, improvisa-se de acordo com as ideossincrasias de quem está a comandar. Portanto, interessa reflectir sobre o que pode e deve ser feito.

Zé Guita: É frequente encontrar desempenho de alta qualidade em elementos da GNR com baixa escolaridade e prestação deficiente em militares com maior qualificação académica (esta, sendo condição necessária mas não suficiente, não é factor decisivo). Parece mais defensável e útil optar por requisitos idênticos nas duas forças, mas nivelados por baixo e não por cima, com alto nível de exigência na selecção: aumentaria o quantitativo de candidatos, não discriminando oportunidades, seleccionando os melhores e eliminando estereótipos diferenciadores. 

As exigências da formação do pessoal aumentam enormemente. Além da necessidade de formar muito bons especialistas em diversas áreas, acresce a exigência de qualificar bem em polivalência o pessoal do patrulhamento geral, e ainda se coloca a questão de dotar com perícia os agentes do policiamento de proximidade.

Quanto à duração dos cursos, ocorre lembrar que situações de emergência podem exigir soluções do mesmo tipo.

No tocante ao “homem só” no posto durante a noite, estando de acordo com a desejável melhoria das condições, creio que o problema residirá sobretudo na limitação de efectivos. Já a supervisão de expediente por um graduado parece ter de passar a ser de responsabilidade repartida, pois há que adaptar à prática do policiamento de proximidade, que implica maior iniciativa e responsabilização de quem está no terreno.

No que respeita à maior ou menor “pureza” militar da formação, a solução indicada para satisfazer a militarização (não o militarismo) e a civilinização (não o civilismo) está num sistema misto: formação base em escolas da Guarda, com matérias, instrutores e professores militares e civis; formação complementar em escolas civis.

A estratégia impessoal a curto, médio e longo prazo é exigência vital e incontornável, para que uma organização se desenvolva e perdure em termos institucionais.

publicado por Zé Guita às 13:31
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Candeia 8

Na reunião no Mai em 06FEV a ANS/GNR (?) alertou para a viabilidade duvidosa do regime de atendimento policial em juntas de freguesia, onde fossem encerrados postos, considerando preferível a utlização de postos móveis. Acrescentou que, para implementar turnos de seis horas, o posto deverá ter no mínimo 32 elementos. Ter em conta o aumento de idade na transição para a reserva e o aproveitamento de funcionários públicos.

Sobre esta matéria, o Securitas não recebeu qualquer comentário, que ainda vem a tempo.

Zé Guita, afastado do serviço no terreno, não se considera suficientemente habilitado para tecer considerações sobre a mesma.  

 

 

  

publicado por Zé Guita às 09:37
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Candeia 7

Da reunião de06FEV no MAI a ANS/GNR relata ter havido consenso na eliminação de alguns postos territoriais, sobretudo os de reduzido efectivo, devendo os elementos que os compõem ser reafectados a outros Postos, permitindo assim um melhor policiamento.

 

Zé Guita: Em termos meramente económicos é forçoso concordar com a eliminação de alguns postos territoriais, não pondo em dúvida que tal possa reafectar os seus elementos para um policiamento mais à distância, não presente em permanência.

Mas tal exige ser feito com algumas cautelas, atenta a polivalência do posto territorial, designadamente a ter em conta:

- A “bandeira” do policiamento de proximidade;

- o sentimento de insegurança a crescer nas populações “deserdadas do “seu” posto;

- o contributo para a desertificação das povoações donde se retira;

- as reivindicações dessas mesmas populações;

- a ocupação “militar” do território, face à miniaturização e à concentração do Exército.

 

Guarda Abel teceu a este propósito um comentário, recordando o conceito de “Estado Exíguo”, que vem sendo ensinado por Adriano Moreira: Portugal está a caminho de ser, ou já é (?), um Estado Exíguo, que “não tem recursos suficientes para prover os meios necessários ao desempenho das funções mínimas que se exigem para a sua soberania, nomeadamente na Defesa e Segurança”.

E comenta que haverá uma onda de novo "Devorismo"  (acção do ministério "devorista" - 1834/35 - presididdo por Pedro Holstein, Duque de Palmela; muito criticado pela excessiva concentração de poderes nas mãos de amigos) encarregue de transformar o País num feudo de interesses neoliberais, desmantelando tudo o que seja Estado.  

Zé Guita: Numa abordagem técnica pessimista, há que ter em conta um individualismo feroz que grassa num caldo de cultura de relativismo moral e de inversão de valores. Pode juntar-se neste quadro uma crise nas principais agências de socialização (família, igreja, escola) mais uma crise nas principais agências de controlo social formal (polícia, justiça, sistema prisional). Tudo contribuindo para um ambiente de desagregação social mais ou menos efectiva.

A visão optimista, ensina que as crises são normalmente passageiras e têm é que ser bem geridas!...

E não é a primeira vez que o País é atingido por crises, as enfrenta e as resolve.

 

publicado por Zé Guita às 12:07
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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

Candeia 6

 

 

Na reunião de 06FEV no MAI a ANS/GNR referiu que, dada a sua matriz militar, a GNR deveria ter a exclusividade de tudo o que se relacionasse com a Manutenção da Ordem Pública, incluindo operações especiais, inactivação de engenhos explosivos, escolta e segurança de altas entidades.

 

A invocação da matriz militar da GNR deu lugar a um comentário de Guarda Abel, em que este discorre sobre a hipótese de toda a instituição policial, mesmo as polícias civis, ter em maior ou menor grau índices típicos de condição militar. Tal afirmação careceria de demonstração.

Zé Guita: Efectivamente, é da História que desde a Grécia Antiga a função polícia esteve relacionada muito de perto com a condição militar: a sabedoria milenar de Platão legou-nos ensinamentos preciosos sobre a forma de educar os guerreiros, guardas da cidade, envolvendo no mesmo processo o militar e o guarda da cidade; mais perto de nós, Robert Peel, pai da tantas vezes invocada como modelo cívico “nova polícia” britânica, incluiu entre os seus princípios orientadores um que dizia dever a organização da polícia ser feita em moldes militares.

De há uns tempos a esta parte, as mudanças cultural e social em acelerado, impulsionadas por ideologias de relativismo moral e de individualismo, instigaram e implicaram uma certa inversão de valores. Donde o crescimento de formas de pacifismo e de anti-militarismo militantes que, muitas vezes e de modo frequentemente dogmático e mesmo partidário, esgrimem em nome da modernização. Entrou na moda do politicamente correcto “desmilitarizar”. E, assim, como tudo se discute, discute-se a condição militar e discute-se a condição militar na função polícia.

 

Neste contexto, Guarda Abel interroga-se metodologicamente:

- que distingue um corpo militar de polícia de um corpo civil de polícia?

- qual é o marco objectivo dessa distinção e como se caracteriza?

- consistirá a militarização da polícia numa forma de proteccionismo corporativo?

- existirão culturas organizacionais distintas, que justifiquem a separação?

- qual a mais valia de um corpo militar de polícia?

- não haverá confusão entre o modelo e as pessoas que comandam a organização?

Em seguida, chama a atenção para a necessidade de se evitar cair em pensamento falacioso para justificar a hipótese enunciada e aponta alguns sofismas a evitar.

 

Zé Guita: As questões levantadas e o respectivo tratamento metodológico indicam matéria bastante para uma dissertação académica, que aliás faz falta, mas excede o teor do Pirilampo 6. O Securitas, embora valorizando as matérias em causa, tem de ser mais pragmático e vai tecendo algumas considerações, plenamente discutíveis.

Em termos muito gerais, o marco distintivo de um corpo militar de polícia é, no caso da GNR, a sua inclusão na Lei da Condição Militar. Daqui, poderá partir-se para uma análise da “exclusividade” de certo tipo de operações, mais características de forças policiais com condição, organização, meios e cultura organizacional militares. Parece impor-se uma avaliação de pormenor no sentido de pesar o que é mais adequado para a exclusividade de cada uma das duas forças policiais em causa, tendo em consideração que a acção do Corpo Civil de Polícia deve limitar-se às suas áreas de responsabilidade, as grandes áreas urbanas; e as competências do Corpo Militar de Polícia devem ser tendencialmente extensivas, para além da sua área de responsabilidade, a todo o território nacional.

 

Guarda Abel termina com uma anedota, em que conclui que em Portugal “parece que ninguém gosta de ser o que é!”

Zé Guita: Efectivamente, saltam à vista atitudes e comportamentos contrários à cultura organizacional de carácter militar, que indiciam pertença institucional não assumida. Há que admitir que existem pessoas não integradas na organização em que apenas vêem um emprego e não uma vocação. É natural que extravasem o seu mal-estar. Outras há que, por razões diversas, militam ideologicamente noutros campos. A Instituição não existe sem pessoas. Algumas põem em causa a coesão social, a maioria (?) une-se na defesa da Organização. Em princípio, todos pretendem a melhoria das condições existentes.     

 

Zé Guita reforça, recordando a missiva do general enviada da Ibéria para o Senado de Roma,  a respeito dos lusitanos: Existe aqui um povo muito estranho, cuja característica marcante é que não se governa nem se deixa governar.

publicado por Zé Guita às 13:46
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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Candeia 5

Na sua reunião no MAI em 06FEV a ANS/GNR acolheu favoravelmente a possibilidade de concentração dos Regimentos de Infantaria e de Cavalaria, bem como a constituição de uma Unidade de Representação.

Constou ao Zé Guita que na sua reunião com o MAI em 07FEV a AOG manifestou concordar com um comando unificado, de nível brigada, para os RI e RC. Consta também que a mesma AOG se manifestou contrária à constituição de uma unidade de Representação, separada dos regimentos.

 

Dos comentários relacionáveis respiga-se o seguinte:

 Zé Guita evidencia o facto de a AOG além de ter considerado que o estudo diagnostica com bastante rigor as disfuncionalidades actuais da Guarda, considerou também, no entanto, que as soluções preconizadas pela Accenture se afastam do indispensável modelo a que deve obedecer uma força de natureza militar como é a GNR.

Guarda Ricardo faz notar que a criação de mais brigadas implica o aumento do número de oficiais generais.

 

Uma vez que o assunto caiu na praça pública permita-se abordá-lo. Das acima referidas reuniões e de alguns “consta que”, pode concluir-se que há uma proposta da Accenture no sentido de:

a) Concentrar em aquartelamento conjunto o RI e o RC (o grande argumento será a poupança em instalações e efectivos; mais valia funcional não posta em evidência é a facilidade a conseguir para o treino e operação conjuntos “infantaria/carros”) (muito grande e complicado terá de ser o movimento e a obtenção de novos aquartelamentos);

b) Criar uma nova unidade de IEEI (a sair do RI) (pergunta-se: passa a operar sozinha?);

c) Criar uma nova unidade de Cinotecnia (idem, idem);

d) Criar um novo comando para o conjunto das Unidades de Intervenção acima referidas (é difícil entender a poupança);

e) Criar uma nova unidade de Representação (a sair do RC). (pergunta-se: e o RI, deixa de ter missões de Representação?).

 

Não dispondo de dados completos, sobram fortes dúvidas e resta uma certeza: é assunto para alta cirurgia. A inovação pode ser apenas aparente e a procura da racionalização pode criar novos problemas, como por exemplo danificar o espírito de corpo. A mexida unilateral ou precipitada pode agravar em vez de curar o doente.

publicado por Zé Guita às 23:59
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Candeia 4

Na reunião do MAI em 06FEV, a ANS/GNR manifestou aprovar a colocação dos destacamentos de trânsito e fiscais na dependência dos grupos, com uma articulação idêntica à da investigação criminal e do SEPNA.

Constou ao Zé Guita que, na sua reunião no MAI em 07FEV, a AOG se manifestou concordante com a atribuição da valência de trânsito às unidades territoriais e com a manutenção da BF como unidade especial.

 

Estes factos, reunidos no pirilampo 3, não foram comentados. Mas permitem inferir que pode haver mudança neste âmbito. Não conhecendo as hipóteses de trabalho que possam estar em cima da mesa, o Zé Guita atreve-se a apontar:

 - a mudança deve ter em conta e promover a necessidade de cada vez maior  perícia de algumas tarefas, concretizada na tendência para segmentação em unidades especiais;

- a mudança deve respeitar a indispensável polivalência da base operacional, dotando destacamentos e postos territoriais com especialistas sob comando directo;

- a mudança, com estas duas facetas, contemplaria complementaridades, iria de encontro à tendência para a cooperação e a actuação das polícias em rede.

  

 

publicado por Zé Guita às 12:35
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

Candeia 3

Na reunião da ANS/GNR com o MAI, em 06FEV07, foi levantada (pelo MAI?) a questão dos escalões de comando, tendo a Associação defendido que, a ser eliminado algum escalão, este deveria ser o de brigada. Manifestou-se ainda no sentido de se agilizar o comando, aproximando-o das bases.

Veio a constar ao Zé Guita que, na sua reunião de 07EV07, a AOG se manifestou pela indispensabilidade de manter o escalão de comando ao nível brigada.

 

 Desde logo, Zé Guita levantou uma questão: qual será o resultado de um balanço pormenorizado em termos de custo-benefício da eliminação do escalão brigada? Eliminar quatro ou mesmo oito brigadas forçosamente implicaria criar estados-maiores e serviços de apoio em vinte e tantos grupos.

O problema da economia de custos financeiros exige análise rigorosa e exaustiva: quantitativos de pessoal, categorias hierárquicas, instalações, equipamentos, encargos de transferências...

Comentário de Agapito reforça ainda mais esta dúvida: o CG passaria a coordenar e a super visar vinte e tantas unidades; é sabido que a capacidade de boa manobra operacional não deve exceder a relação de um para três ou quatro.

 Zé Guita modera, lembrando que não é normal actividade da Guarda a manobra táctica ou estratégica simultânea de três ou quatro unidades, ainda menos de vinte, mas, mesmo assim, adivinha-se “faz de conta” e muito pouco operacional um comando com vinte e tal unidades. A flexibilidade que se possa ganhar por um lado pode ser contrabalançada com perda de controlo funcional por outro lado... É certo que a tendência do policiamento de proximidade vai no sentido de passar mais capacidade de decisão e responsabilidade para quem está no terreno. Mas há que ponderar com muito cuidado.

 

O comentário de Agapito lembra que o escalão operacional por excelência é o destacamento, seguido do grupo, sugerindo que se evolua para comandos regionais apenas operacionais.

O comentário de Anónimo aponta o grupo como centro nevrálgico do sistema.

O comentário de Guarda Abel coloca a hipótese de um modelo de segurança interna do tipo monismo policial segmentado.

 

Sendo praticamente unânime a manifestação de desejo de reestruturação e modernização da Guarda, é também muito forte a manifestação no que toca à recusa em aceitar como definitivas as análises e as propostas da Accenture.

publicado por Zé Guita às 00:21
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

Candeia 2

Sobre a reunião da ANS/GNR no MAI, parece poder inferir-se que a temática se centrou em torno do chamado documento da Accenture. Fica a impressão de ter sido esta a finalidade.

O Securitas não recebeu comentários a este respeito.

Fica no ar uma questão relacionada com transparência e que tem a ver com a prevenção de especulações: o MAI disponibilizou o texto do Relatório do Instituto de Relações Internacionais no seu sítio informático; será que vai possibilitar nos mesmos moldes e em tempo oportuno a consulta do texto da Accenture?  

 

publicado por Zé Guita às 00:01
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

Candeia 1

Na tentativa de ver um pouco mais, sobre o Pirilampo 1 o Securitas registou:

A ANS/GNR teve uma reunião no MAI em 6FEV07, da qual apresentou relato no seu blog.

A AOG teve uma reunião no MAI em 7FEV07, da qual constou o sucedido.

Ao Securitas não chegaram quaisquer comentários.

Note-se que o Zé Guita não fez pesquisa sobre a matéria, designadamente nos OCS, limitando-se a registar o que lhe chegou.

Uma questão que fica no ar tem a ver com uma difusão alargada e clarificadora de tais acontecimentos, de modo a evitar especulações. É bom lembrar que as direcções das Associações podem representar a totalidade, ou uma maioria, ou uma minoria dos respectivos associados e, ainda assim, fica a dúvida da quantidade destes em relação à totalidade dos indivíduos que são parte do efectivo, neste caso da GNR. Além disso, ainda há as opiniões públicas.  

 

publicado por Zé Guita às 23:28
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