Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

A ORGANIZAÇÃO II

 

CONSOLIDAR A ORGANIZAÇÃO GNR

            É possível identificar desde já algumas linhas de acção no sentido de melhorar e rentabilizar a Organização. O campo de estudo é muito vasto, mas há que dar-lhe início e incentivá-lo, atento o seu peso.

   Dada a importância da cultura organizacional na GNR, torna-se premente desenvolver em termos sistemáticos investigações empíricas, de modo a estabelecer um conhecimento bem estruturado da mesma. A Organização dispõe de número suficiente de elementos cientificamente qualificados para realizarem tais trabalhos. Além disso, é viável o recurso à colaboração das universidades. Encontra-se já estimulada a apetência pelo tema nos cursos de formação e promoção de oficiais.

  Tendo em conta que a Organização depende de forte legitimação social, há que estudar e aplicar medidas no âmbito das relações externas, formais e informais, de modo a encontrar solução designadamente para os problemas de adaptação à mudança social e tendo em vista o prestígio da GNR e a auto estima dos seus elementos.

  Considerando a desagregação como pecado mortal e o facto de ser vital a manutenção e o reforço da coesão social, há que estudar e aplicar medidas de integração interna, visando em especial as relações formais e informais entre os grupos hierárquicos e entre as diferentes gerações em presença, evitando e combatendo a todo o custo que se cavem fossos interclassistas e intergeracionais e banindo o “dividir para reinar”.

  Atenta a realidade de a GNR se encontrar de algum modo diluída entre funções, tarefas e especialidades várias e muito dispersas, estudar e aplicar medidas que valorizem de modo semelhante “generalistas” e “especialistas”; ainda, impedir que alguém seja sobre ou sub avaliado por motivo da sua proximidade ou afastamento do poder hierárquico, na linha da sabedoria de caserna que proclama “quem está perto do lume é que se aquece” e lembrando que a maioria dos elementos trabalha sem proximidade ao poder.

  Chamando a atenção para uma zona cinzenta das relações internas, faz-se notar a grande dimensão, o peso social e as grandes potencialidades que apontam para o estudo e a aplicação de medidas que valorizem e aumentem a influência social dos “velhos”, os reformados da GNR. Retirados do serviço activo, eles estão presentes e são actores a nível social, integrando famílias e comunidades. Eles mantêm-se ligados à herança social da GNR. Quanto mais valorizados forem maior influência poderão ter.

  No mesmo sentido, embora com dimensão e peso específico diferentes, pode-se olhar para os funcionários e contratados civis da Organização.

  Considerando a GNR como grande grupo social, estudar e aplicar medidas que reforcem o sentido da vontade colectiva de vivência comum, valorizando tudo o que une e contrariando o individualismo feroz que grassa na sociedade.

  Considerando a existência de uma cultura de serviço, estudar e aplicar medidas que contrariem a facilitação e o laxismo, vulgo “porreirismo”, valorizando o rigor e a procura da excelência no desempenho.

(Extracto do artigo de Armando Carlos Alves  "A GNR como Organização", publicado na revista da Guarda, PELA LEI E PELA GREI, nº 67, 2005; e em UNIDADE - Revista de Assuntos Técnicos de Polícia, nº 59, Porto Alegre, Brasil, 2005. Outros subtítulos do mesmo artigo: Organização Social; Sociologia das Organizações; Cultura Organizacional; Enquadramento da GNR.)   

sinto-me: documentado.
publicado por Zé Guita às 07:17
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

GENERALISTAS, ESPECIALISTAS E FUNCIONÁRIOS

           Sobre a matéria em epígrafe, recomenda-se a leitura do excelente post  "Segurança - O Dever de todos", publicado em 28 de Maio no blog AROMAS DE PORTUGAL (ver lista de links), do nosso amigo Mário Relvas.

       Trata-se de um olhar do lado da PSP, que considero muito válido e oportuno, sobretudo no que respeita à utilização de funcionários civis no serviço interno dos corpos de polícia.

sinto-me: interessado.
publicado por Zé Guita às 18:05
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

PREOCUPANTE!

BT/GNR

          Apresenta-se muito preocupante a situação relatada no post "BT/GNR", hoje publicado no blog PIRUÇAS, cuja leitura se recomenda (está na lista de links).

           A situação relatada obriga a reflectir seriamente sobre a necessidade imperiosa de  formação e desenvolvimento permanentes para  certos especialistas, de modo a possibilitar uma constante actualização de perícias e respectiva intervenção no terreno.

              Vem a propósito recordar parte do que já aqui mereceu um post, em 03 de Maio passado, "A Evolução da Polícia II", acerca do dilema polivalência-especialização:

 

 "a segmentação de núcleos “duros” de especialistas - conveniência de dispor de unidades especiais que, além de executarem a formação e a orientação técnica dos especialistas do serviço territorial, sejam centros de investigação e desenvolvimento da perícia em vista e além disso tenham uma ou mais subunidades sob seu comando directo para intervenção em todo o território, ou para operações de grande vulto, em sobreposição dos especialistas territoriais;"         

sinto-me: preocupado.
publicado por Zé Guita às 18:34
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A ORGANIZAÇÃO

 

 

           A GNR COMO ORGANIZAÇÃO

 

Considerando que se encontra institucionalizado em Portugal um corpo militar de polícia, Gendarmeria ou Terceira Força, cujos elementos desenvolvem trabalhos que se agrupam numa profissão que pode ser identificada como guarda, militar ou agente da GNR, surge em sequência a necessidade de olhar para esta enquanto organização de meios e actividades. Subjacente, encontra-se a intenção de reunir matérias que possam constituir base de partida para trabalhos de investigação em profundidade, centrados nesta realidade.

            São aspectos de grande relevo a considerar a sua caracterização teórica, designadamente na abordagem sociológica, atenta a importância da solidariedade e da coesão social para a sobrevivência e consolidação da Organização num mundo em mudança acelerada e vertiginosa. Assumem aqui especial importância a sistematização e a utilidade da cultura organizacional, não apenas no que toca ao seu conhecimento detalhado como também à sua eventual utilização enquanto instrumento de desenvolvimento e de consolidação.

            Numa aproximação simplificada ao tema, há que procurar caminhos para responder à questão: Como rentabilizar, em termos equilibrados, a cultura organizacional na GNR?

(Extracto do artigo de Armando Carlos Alves  "A GNR como Organização", publicado na Revista da Guarda, PELA LEI E PELA GREI, nº 67, 2005; e em UNIDADE - Revista de Assuntos Técnicos de Polícia, nº 59, Porto Alegre, Brasil, 2005)

 

sinto-me: documentado.
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publicado por Zé Guita às 00:51
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Intervalo IV

          Durante a quinzena passada, alguns impedimentos atrasaram a reflexão e merecidos comentários do Zé Guita em resposta aos caros comentadores A. João Soares, Mário Relvas e Pirata das Berlengas.

       Penitenciando-me por tal falta de prontidão, nesta altura actualizo o quadro, que não é apenas nosso mas também dos visitantes.

publicado por Zé Guita às 12:30
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

A PROFISSÃO II

CONSOLIDAR A GUARDA COMO PROFISSÃO

Como formas de consolidar os recursos humanos da Guarda enquanto profissionais de alta qualidade, para além das práticas em curso e de quanto fica referido, apontam-se algumas acções relevantes e exequíveis neste âmbito:

Promover a inscrição correcta na Classificação Nacional de Profissões, do I. E. F. P.

Aperfeiçoar o recrutamento e a selecção dos candidatos.

Obter a certificação dos cursos de formação.

Procurar a excelência na qualidade da formação e do desempenho a todos os níveis.

Aperfeiçoar a especialização profissional: formar generalistas de alta qualidade e formar especialistas em profundidade nalgumas áreas.

Promover a equivalência de nível aos cursos do ensino oficial.

Promover inovação e defender exclusividade nalgumas áreas de jurisdição, sem abdicar de competências.

Desenvolver e aprofundar um sistema de informações organizadas.

Ocupar posições de maior complexidade técnica e de autonomia.

Aplicar as novas tecnologias em profundidade.

Evoluir em múltiplas direcções.

Controlar a perícia das actividades profissionais.

(Extracto do artigo de Armando Carlos Alves  "A Guarda como Profissão", publicado na revista da GNR, PELA LEI E PELA GREI, nº 66, 2005. Outros subtítulos do mesmo artigo: Trabalho, Profissão, Sociologia das Profissões e A Guarda como Profissão)

sinto-me: documentado.
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publicado por Zé Guita às 21:53
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Sábado, 19 de Maio de 2007

A PROFISSÃO

A GUARDA COMO PROFISSÃO

 

            Em estudo anterior procuramos demonstrar e tomamos como certo que o corpo militar de polícia existente em Portugal e abreviadamente designado como “Guarda” é uma instituição social – consolidada no direito positivo – com mais de dois séculos.

            Dado que uma instituição não existe sem pessoas, levantam-se por vezes dúvidas sobre se os elementos humanos que fazem parte da Guarda desempenham um “trabalho" e se as respectivas actividades podem ser classificadas como uma “profissão”.

            Clarificados que estão fundamentos suficientes para conferir à Guarda os atributos de instituição de natureza militar com funções de polícia, é conveniente reflectir sobre os conceitos de trabalho e de profissão, procurando avaliar a sua aplicabilidade no caso vertente. Trata-se de afastar dúvidas sobre se os elementos que desenvolvem actividades no âmbito da Guarda podem ou não ser classificados como trabalhadores profissionais.

            Levando mais longe a questão de fundo, afigura-se oportuno procurar respostas para a seguinte interrogação: Quais as características a desenvolver para consolidar o profissionalismo dos recursos humanos da Guarda?

(Extracto do artigo de Armando Carlos Alves  "A Guarda como Profissão", publicado na revista PELA LEI E PELA GREI, nº 66, 2005)

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publicado por Zé Guita às 08:11
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007

A INSTITUIÇÃO II

 

UMA MATRIZ PARA  A INSTITUIÇÃO 

          O conceito de instituição militar encontra-se estreitamente ligado ao de burocracia, acontecendo que, nas camadas mais altas da organização, a respectiva autoridade estabelece os valores institucionais.

            Qualquer instituição implica um mundo de valores próprios e a rejeição dos profanos; tem coesão interna e capacidade de autonomia; constrói-se em torno de um conjunto de interesses espirituais e materiais. Nela, têm maior peso as relações internas e é forte a ideia de resistência à mudança e às influências do exterior.

            No modelo instituição pesam mais as relações internas do que no modelo ocupação, sendo que neste pesa mais a influência do sistema social geral. As forças militares tendem a reforçar as suas características de proximidade ao modelo instituição.

            A prevalência duma instituição militar – e policial – tem maior probabilidade de continuar se baseada em sistemas permeáveis ao contexto social, com capacidade para se adaptarem ao ambiente dominante; que ao mesmo tempo garantam manutenção de estabilidade em tempo de mudança,

- partindo da afirmação institucional,

- admitindo abertura à sociedade com grande flexibilidade, 

- garantindo acompanhamento das mudanças sem quebra de coesão social.

            Uma pauta matricial aplicável mostra-nos como o predomínio cego da influência dos valores organizativos da instituição pode levar ao militarismo; e como o exagero da representatividade do sistema social conduzirá ao civilismo. No caso de se cair na tentação do militarismo, é de prever a rejeição e o levantamento de movimentos políticos e cívicos, lutando fortemente para extinguir a instituição. No caso de acontecer que predomine o civilismo, é previsível a perda de identidade específica com a consequência fatal de se tornar dispensável e, por aí, ser extinta a instituição.

            Em resumo, uma instituição gendármica, como a GNR, para sobreviver num contexto de dualismo policial, terá de ser autónoma e específica como Terceira Força; gerir com cuidado uma vivência saudável dos seus valores tradicionais e manter relações flexíveis com a envolvente social; ser militar, recusando o militarismo e ser policial, precavendo-se do civilismo.

(extrato do artigo de Armando Carlos Alves  "O Corpo Militar de Polícia como Instituição", publicado na revista da GNR, PELA LEI E PELA GREI, nº 65, 2005. Outros subtítulos no mesmo artigo: Civilinização e Militarização, Instituição Social, Teoria da Instituição, A Instituição Gendármica e A GNR como Instituição)

 

 

 

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publicado por Zé Guita às 11:48
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

FALECIMENTO

         

 

 

          Faleceu e foi hoje a enterrar o coronel FERNANDO LUÍS RUELA PIRES CLARO, um homem da Guarda.

          Nasceu em 1936; em 1958  fez o COM do Exército na EPI, em Mafra, com o Zé Guita; entre 1961 e 1965, como oficial do Exército, passou por Nampula, Moçambique, onde moràmos paredes meias, vimos crescer as filhas e ele perdeu um filho; e entrou para a GNR em 1965, onde continuàmos camaradas e amigos. Até sempre.

publicado por Zé Guita às 19:20
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Balancete II

 

 

Desde 23JAN07 até hoje, cerca das 19h00, o Securitas contabilizou:

- 80 posts;

- 278 comentários;

- 5 000 visitas (média apx 50/dia);

- 21 270 páginas lidas (média apx 120/dia).

 

Zé Guita fica grato aos visitantes, leitores e comentadores que lhe deram atenção.

Uma nota especial para os comentadores que, destacando o alto nível de alguns dos recebidos, muito gostaria de ver aumentar em número e frequência. Os comentários, apoiantes ou contraditórios, dão ânimo para prosseguir a navegação e...

Navegar é preciso!

A lembrança do Senhor D. João II manda atar ao leme.  Zé Guita promete autenticidade e independência

                      "POLA LEI E POLA GREI".     

publicado por Zé Guita às 18:43
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