Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

COMBATER INCÊNDIO COM GASOLINA

     Há muito que ardia incêndio no Médio Oriente... O fogo estava latente nas  autocracias do Norte de África ... uns quantos "barris" de democracia potenciados por várias "octanas" de liberdade lançados sobre material altamente combustível provocaram a ignição explosiva do incêndio. Este alastra de modo quase imparável, sendo difícil minimizar ou limitar os danos, conseguir a  extinção  da ameaça e a recuperação para  um ambiente mais seguro, mais justo, melhor...

 

    São de ter em conta os indícios existentes de ser cada vez mais alto o risco de se formar uma tempestade de fogo, imparável, arrasadora,  que propague o incêndio numa Europa com muitas vulnerabilidades.

 

publicado por Zé Guita às 10:59
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

O INCÊNDIO ALASTRA

 

 

     No alvor dos anos 30 do século XX, em plena crise económica da Grande Depressão, antes da confrontação bélica, Winston Churchill escreveu um poderoso “Apelo à Nação”: “Apoiem as nossas Forças Armadas!” Perante a ameaça crescente do totalitarismo nazi, alertou repetidamente a Nação, mas os avisos caíram nas orelhas moucas dos políticos e a II Guerra tomou conta do Mundo, com custos em vidas e dinheiro muito superiores aos que poderiam ter diminuído ou mesmo evitado a confrontação bélica.
     O mundo de hoje é um lugar extremamente perigoso, em evolução caótica e vertiginosa. É obrigação primeira de qualquer governo defender a Nação, os cidadãos e os seus interesses vitais. O incêndio já lavra no Médio Oriente, alastra velozmente pelo Norte de África e não vai poupar Portugal nem esperar nem dar tempo para rearmar.
     Sendo certo que o grande conflito, cuja hipótese é cada vez mais provável que se realize, não é previsível travar-se entre forças armadas clássicas, urge cuidar da Segurança e da Defesa do Estado nos lugares, pelos modos e meios adequados. Não sendo belicista, recusando o militarismo, há que permanecer patriota e realista. Sem ignorar a importância das Forças Armadas, garantir a Segurança Interna é uma forma indiscutível de afirmar soberania
     Desguarnecer e desorçamentar as Forças e os Serviços de Segurança é caminho suicidário.
    Numa conjuntura em que o Exército territorial tem vindo a reconverter-se em unidades projectáveis, desmilitarizar, civilinizar ou extinguir a GNR atrás do mito de uma polícia única, com base em argumentação ilusoriamente economicista ou fanaticamente antimilitarista, é destruir a única  Força de Segurança com um dispositivo militar de quadrícula presente em todo o território e nas áreas costeiras nacionais.
     É tempo de alertar os cidadãos para a importância da Guarda como esteio militar da Segurança Interna e força colaborante da Defesa solidamente implantada no terreno e junto das populações.
     Há que apelar à Nação: Apoiem as Forças e Serviços de Segurança em geral e a Guarda Nacional Republicana em especial!

publicado por Zé Guita às 23:17
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Sábado, 5 de Fevereiro de 2011

JOSÉ FERREIRA REIS, CORONEL DA GNR

Faleceu hoje, 05 de Fevereiro de 2011, o Zé Reis, que muito batalhou pela Guarda a bem da Lei e da Grei, na Secção de Torres Vedras, na Brigada de Trânsito e também na situação de reformado.
Perdemos a convivência com o camarada e o amigo mas guardamos dele uma memória muito forte. Fica na história da Instituição como um  Homem da Guarda, exemplo a não esquecer pelas gerações mais recentes.
Como singela homenagem ao   Homem e ao Cidadão aqui se reproduz o último postal escrito pelo "poleão" no blog "Piruças":
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS  Janeiro 23 2011

 

 

É hoje eleito um novo Presidente da República. Seja qual for o escolhido nas urnas, uma coisa é certa, quanto a mim: vai ser Presidente de uma República doente, dilacerada pela corrupção, fortemente endividada, a longo prazo, ao exterior, orientada e conduzida por vontade e trabalho não nacionais, assolada por crescentes ondas de criminalidade e sem consistentes sinais de esperança num futuro melhor.

 

Para que este estado de coisas possa a vir a ser alterado, é necessário e urgente que PORTUGAL acorde do adormecimento a que o condenaram e volte a cantar, bem alto, os hinos de coragem e de lusitanidade que Camões nos legou, nos Lusíadas.

publicado por Zé Guita às 17:04
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

"INTRODUÇÃO À SEGURANÇA"

 

  

 

Autor:             Armando Carlos Alves

Edição:            Revista da  Guarda Nacional Republicana

Livro:              Lisboa, 2010, 202 páginas

Lançamento:   Quartel do Carmo, em 21/Junho/2010

Apresentação: Doutor Figueiredo Lopes

Temática:

PREÂMBULO

APROXIMAÇÃO CONCEPTUAL

TERMINOLOGIA E CONCEITOS UNÍVOCOS

PRODUÇÃO DA SEGURANÇA

GRANDES SECTORES

PROCESSOS OPERACIONAIS

O FACTOR TEMPO E AS ACÇÕES DE SEGURANÇA

O FACTOR ESPAÇO E AS MEDIDAS DE SEGURANÇA

MENTALIDADE DE SEGURANÇA

ORGANIZAÇÃO DA SEGURANÇA

SEGURANÇA E ECONOMIA

METODOLOGIA DE SEGURANÇA

ENSAIOS SOBRE CONJECTURAS REFUTÁVEIS

UM CONCEITO MODERNO DE SEGURANÇA

SEGURANÇA, POLÍCIA E GENDARMARIAS

SEGURIDADE – GOVERNO E GOVERNANÇA

PENSAR A INSEGURANÇA

BIBLIOGRAFIA

 

publicado por Zé Guita às 23:51
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"EM BUSCA DE UMA SOCIOLOGIA DA POLÍCIA"

 

  

Autor:             Armando Carlos Alves

Edição:            Revista da  Guarda Nacional Republicana

Livro:              Lisboa, 2008, 345 páginas

Lançamento:   Quartel do Carmo, em 25/Setembro/2008

Apresentação: Professor Adriano Moreira 

Temática: 

INTRODUÇÃO

SOCIEDADE, VIOLÊNCIA, SEGURANÇA E POLÍCIA

SEGURANÇA E INSEGURANÇA

MUDANÇA E SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

RAÍZES MILITARES DA POLÍCIA

CORPOS DE POLÍCIA, MILITARIZAÇÃO E MILITARISMO

ACÇÕES DE POLÍCIA

LEGITIMAÇÃO, DEONTOLOGIA, PROFISSÃO E CONTROLO POLICIAIS

ESTRATÉGIA POLICIAL

GRANDES DILEMAS DA POLÍCIA

DESAFIOS E OUSADIAS

O CORPO MILITAR DE POLÍCIA COMO INSTITUIÇÃO

A GUARDA COMO PROFISSÃO

A GNR COMO ORGANIZAÇÃO

O DILEMA POLIVALÊNCIA – ESPECIALIZAÇÃO

REFORMAR A POLÍCIA

A MUDANÇA SOCIAL E O FACTOR RURBANIZAÇÃO

PENSAR A GNR HOJE E PARA ÀMANHÃ

BIBLIOGRAFIA

   

publicado por Zé Guita às 23:49
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

TIROTEIOS

A propósito do caso ontem referido e comentado por Paulo Pereira de Almeida no artigo Quando a Polícia tem de Matar, Diário de Notícias, creio que vale a pena ler e mesmo reler o artigo/estudo  Polícia e Uso da Força, publicado na revista da GNR Nº 81, JAN/MAR 2009. E reflectir um pouco sobre alguns pormenores.

 

"Para além da alta formação jurídica é sabido que "os factos rompem os normativismos". (Adriano Moreira)

O Direito é por natureza conservador; não antecipa a realidade, pelo contrário recria-a quase sempre com algum atraso." (Rui Pereira)

 

“Max Weber subscrevia a afirmação de Trotski de que “Todo o Estado é fundado sobre a força” e desenvolvia esta ideia ao clarificar que o Estado contemporâneo … reivindica … o monopólio da violência física legítima (Monjardet). Louis Althusser, em 1970, descreve a polícia como um aparelho do Estado  que funciona sobretudo com violência (Brodeur). Egon Bittner, no mesmo ano, esclarece que o papel da polícia é enfrentar todos os tipos de problemas humanos quando (e na medida em que) suas soluções tenham a possibilidade de exigir (ou fazer) uso da força no momento em que estejam ocorrendo.  Herman Goldstein, mentor de Bitner nas suas pesquisas sobre a polícia e considerado como pai do policiamento comunitário, em 1976, a propósito do poder discricionário presente em algumas formas de intervenção policial imediata, tais como o uso da força, afirmava que esta – especialmente a força letal – constitui a forma máxima de autoridade policial, que sempre leva a vigorosos debates públicos. Em termos mais suaves, David Bayley, em 1983, conceptualizava que polícia designa em geral pessoas empregues por um governo que estão autorizadas a utilizar a força física a fim de manter a ordem e a segurança públicas. (Brodeur)

A instituição policial consiste basicamente num mecanismo coercivo, capaz de fazer uso da força se necessário e em termos juridicamente controlados, de modo a preservar e restabelecer a ordem pública legitimada pelo contrato social.”

 

     Embora concordando com as ideias  de que o uso da força pela polícia deve ser especialmente controlado, sobretudo quando pode resultar letal; e que para evitar consequências graves há que treinar cuidadosamente os polícias na prática continuada de tiro real; não consigo deixar de interrogar-me, sem encontrar respostas clarificadoras:

- é possível, em termos práticos,  fazer de cada polícia um atirador especial, capaz de dar tiros com alta precisão, não mortais?!?

- como  a lei natural da sobrevivência, sobretudo em situações de confrontação armada, desperta o instinto de "matar ou morrer"  devem os polícias ser coagidos a, em nome dos Direitos Humanos, deixar-se abater dando  ao adversário a vantagem na utilização das armas?!?

- os polícias são membros da força pública e agentes da autoridade do Estado ou meros funcionários de serviço social?!?

- os polícias devem ser acatados como servidores da Lei e da Ordem Pública, a bem da sociedade, ou  serem vistos como imorais algozes de contraventores e criminosos?!?

- não pode ignorar-se que  contraventores e criminosos são sujeitos protegidos pelos Direitos Humanos, constantemente invocados para defender vítimas; mas como compreender que seja silenciada a indispensável necessidade de assumir também, equilibradamente, os Deveres Humanos e de Cidadania dos referidos desviantes e agressores sociais?!?

 

Estas são algumas questões,que se colocam  linearmente . E que na sua crueza prolongam a insónia...

 

 

 

publicado por Zé Guita às 04:04
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