Domingo, 29 de Abril de 2007

EXORTAÇÃO

 

 

Para um adolescente – pessoa excelente, estudante de excepção, com legítimas expectativas perante o mundo e a vida e com o mundo à sua espera – duramente ameaçado por uma doença grave:

 

«[. . .] a Pátria não se escolhe, acontece. Para além de aprovar ou reprovar cada um dos elementos do inventário secular, a única alternativa é amá-la ou renegá-la. Mas ninguém pode ser autorizado a tentar a sua destruição, e a colocar o partido, a ideologia, o serviço de imperialismos estranhos, a ambição pessoal, acima dela. A Pátria não é um estribo. A Pátria não é uma ocasião. A Pátria não é um estorvo. A Pátria não é um peso. A Pátria é um dever entre o berço e o caixão, as duas formas de total amor que tem para nos receber.»

Prof. ADRIANO MOREIRA, O Novíssimo Príncipe.

 

                Embora nos conceda algumas escolhas, também a vida acontece, concretizada em altos e baixos... Importante é percorrê-la com dignidade, manter-se autêntico como ser humano, consciente de si próprio e próximo dos outros.

 

          Cada ser humano é um fenómeno único, que não se repete. O acontecer da vida conjugado com as escolhas possíveis irão tecer e construir a história de uma vida, que se reflectirá de modo mais ou menos brilhante em todos aqueles que a conheçam e por ela sejam iluminados.

 

          Perante forte adversidade o Homem – aquele que ama a vida e nela projecta luz – não desiste, tem fé, mantém esperança, encontra força para além dos limites normais, ao lutar com convicção na defesa dos valores em que acredita. E afinal ainda brilha a luz e a vida continua.

 

          Perante o vizinho aterrorizado, que lhe pergunta por que está a plantar macieiras, sabendo-se que “amanhã vai acabar o mundo”, o sábio lavrador da terra mãe responde:

Mesmo que amanhã possa acabar o mundo, eu, hoje, continuo a plantar macieiras!”

 

sinto-me: .....exaltado.
publicado por Zé Guita às 15:26
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5 comentários:
De Mário Relvas a 30 de Abril de 2007 às 13:27
Caro Zé Guita, se pesarmos no fim, apenas na morte, ou no fima do mundo, remetemo-nos á solidão, á droga, ao álcool e à luxúria... perdendo ideias e tudo o que tem valores.
A educação, a regeneração das gerações leva ao constante plantar de macieiras que aqui refere.

Crises existênciais todos por elas passamos, todos temos dúvidas, mas não devemos parar de semear MACIEIRAS!

Sugiro a leitura do post no Aromas de Portugal sobre a violência doméstica, onde abordo a fuga da sociedade para as drogas.

Com um abraço


De Mário Relvas a 30 de Abril de 2007 às 13:32
Esqueci-me de comentar o início... o jovem que está doente.

A esperança é a única coisa a perder. Lutar com força e dignidade!

Compreendo a sua exlatação, mas temos que compreender o imcompreensível. Temos que parar para pensar, não sei o que se passa em concreto, mas desejo-lhe a força necessária para levar avante esta luta.

Um abraço para si zé guita e para "o jovem" em questão, que parece ser-lhe muito próximo!

Mário Relvas


De Zé Guita a 30 de Abril de 2007 às 14:18
Caro Mário Relvas:

Fico muito grato pelo seu apoio, que reencaminho para o jóvem em questão.
A minha exaltação será resultante do facto de querer muito dar-lhe a força, cuja importância eu já senti em situação algo semelhante, para APESAR DE TUDO CONTINUAR A PLANTAR MACIEIRAS.

Um abraço.


De ajoaosoares@gmail.com a 30 de Abril de 2007 às 17:43
Caro Zé Guita,
Um abraço de solidariedade e exortação ao jovem. Desejo que ele queira as melhoras. Parece graça, mas não é. É essencial a sua força de ânimo, um psíquico forte para que o corpo reaja com todas as suas energias. Cada minuto deve ser vivido como se fosse o último e como se nunca acabasse, tal como o homem plantador das macieiras. Vive a sua tarefa como se não houvesse nada de melhor a fazer, como se tudo continuasse pelo melhor.
A fé num objectivo elevado, num valor indestrutível, em Deus, para um crente, move montanhas, faz milagres.
Continue a sua acção mentalizadora em benefício do jovem. Desejo que obtenha o melhor efeito
Um abraço


De Zé Guita a 30 de Abril de 2007 às 18:06
Caro A. João Soares:

Fico muito grato pelo seu apoio.
Estou convicto de que uma cadeia de solidadriedade em torno de quem esteja sujeito à ameaça pode resultar em fortalecimento de ânimo e multiplicador de resistência.
O jóvem em causa´possui um espírito forte e tem uma maturidade notável. Tem um óptimo perfil para PLANTADOR DE MACIEIRAS!

Um abraço.


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