Sábado, 19 de Maio de 2007

A PROFISSÃO

A GUARDA COMO PROFISSÃO

 

            Em estudo anterior procuramos demonstrar e tomamos como certo que o corpo militar de polícia existente em Portugal e abreviadamente designado como “Guarda” é uma instituição social – consolidada no direito positivo – com mais de dois séculos.

            Dado que uma instituição não existe sem pessoas, levantam-se por vezes dúvidas sobre se os elementos humanos que fazem parte da Guarda desempenham um “trabalho" e se as respectivas actividades podem ser classificadas como uma “profissão”.

            Clarificados que estão fundamentos suficientes para conferir à Guarda os atributos de instituição de natureza militar com funções de polícia, é conveniente reflectir sobre os conceitos de trabalho e de profissão, procurando avaliar a sua aplicabilidade no caso vertente. Trata-se de afastar dúvidas sobre se os elementos que desenvolvem actividades no âmbito da Guarda podem ou não ser classificados como trabalhadores profissionais.

            Levando mais longe a questão de fundo, afigura-se oportuno procurar respostas para a seguinte interrogação: Quais as características a desenvolver para consolidar o profissionalismo dos recursos humanos da Guarda?

(Extracto do artigo de Armando Carlos Alves  "A Guarda como Profissão", publicado na revista PELA LEI E PELA GREI, nº 66, 2005)

sinto-me: documentado.
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publicado por Zé Guita às 08:11
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5 comentários:
De Pirata das Berlengas a 21 de Maio de 2007 às 00:32
Caro Amigo Zé Guita,

Num bocadinho de tempo entre duas navegações, aqui lhe deixo o meu forte abraço e o recado de que passe pela Península Encantada!

É que respondi (em comentário) à sua passagem mas também tem a ver consigo e com o A. João Soares o meu novo post.

Um abraço de Pirata


De Pirata das Berlengas a 21 de Maio de 2007 às 00:59
Gosto de ver que menciona o facto de que "o mais importante são as pessoas". Talvez porque essa é a questão de fundo sobre se devem ou não ser considerados uma força "profissional".

Como Pirata, não sou entendido nesses meandros de leis e jurisprudência, no entanto, parece-me que uma condição há-de sempre relevar da outra, fazendo com que a discussão sobre se se trata de uma força profissional fique quase "resolvida" se a GUARDA for aquilo que muitas vezes tem sido, com inegável mérito: uma Força formada de pessoas. E quando essas pessoas forem éticas e cumpridoras, para além de serem "bons profissionais" serão também uma alavanca extraordinária para o processo necessário de CIDADANIA.

Perdoe se o comentário estiver ao lado - ainda tenho a cabeça à rodas dos mares revoltos das últimas navegações!

Abraço de Pirata e continuação do excelente trabalho!



De Mário Relvas a 22 de Maio de 2007 às 22:26
Caro Zé Guita, um polícia exerce algo mais que uma simples profissão, é uma vocação.
Quem apenas vai para a polícia, para a GNR, PSP, Judiciária, ou para AS FA, por falta de saída profissional, poderá encontrar gosto e caminho, mas considero que é mais uma vocação,uma concretização de de olhos postos no bem comum, servindo, sem se servir!
Vem de dentro, vem do querer, da isenção, do estudo, da constante actualização, do humanismo!

Mas muitas vezes é encarada como função pública...

Abraços
MR

Abraços

Mário Relvas


De Zé Guita a 25 de Maio de 2007 às 11:08
Para Mário Relvas:
Completamente de acordo.
Tem de ser constante o esforço para socializar os agentes da profissão, que é muito mais do que um funcionário e para aculturar os membros da organização, que é muito diferente das demais...
Saudações


De Zé Guita a 25 de Maio de 2007 às 10:51
Para Pirata das Berlengas:
Efectivamente faz parte do meu credo o aforismo, aprendido com o Professor Adriano Moreira, que proclama:
"Cada ser humano é um fenómeno único e que não se repete".
Assim, cada ser humano tem uma dignidade própria que deve ser respeitada e levada em conta.
Saudações


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