Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Intervalo IV

          Durante a quinzena passada, alguns impedimentos atrasaram a reflexão e merecidos comentários do Zé Guita em resposta aos caros comentadores A. João Soares, Mário Relvas e Pirata das Berlengas.

       Penitenciando-me por tal falta de prontidão, nesta altura actualizo o quadro, que não é apenas nosso mas também dos visitantes.

publicado por Zé Guita às 12:30
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3 comentários:
De Pirata das Berlengas a 27 de Maio de 2007 às 10:31
Caro Zé Guita,

Obrigada pelo comentário e saudações também para si!

Não se esqueça de ir ver o último post na Península, inspirado (e que cita) um comentário seu e do A. João Soares).

Deixei também respostas aos seus comentários no pen+ultimo post.

Apesar de andar sempre a caminho dos Mares do Norte, como Pirata não esqueço os Amigos.

Abraço,

O Pirata recém chegado...


De Guarda a 20 de Junho de 2007 às 20:16
1.º (Parabens) Numa primeira abordagem a este Blog quero congratular os participantes pela forma como retratam os temas, pois na qualidade de militar da GNR fico extremamente espantado em perceber que existem "grupos" de cidadãos tão bem informadas àcerca da estrutura e funcionamento da GNR, dos seus problemas e conjunturas.
2.º (A GNR) Num segundo momento gostava de apresentar o ponto da situação desta instituição no ponto de vista do "operacional" , quadro em que me encontro. A GNR: corporativista, excessivamente hierarquizada, fragmentada e baseada no poder de quem manda, não de quem trabalha ou domina, o poder e não o saber, apresentada a conjuntura cabe-me salientar o seguinte:
3.º (A estrutura) O problema da GNR não está no seu expoente máximo na sua natureza, (militar ou não) mas na sua estrutura. É indiferente se somos ou não militares, desde que trabalhemos com dignidade e profissionalismo, na sua interdisciplinaridade a GNR tem espaço para o militar e para o cidadão, tal como se verifica nas forças congêneres, mas o cerne da questão é que esta instituição está "doente".
4.º (A estrutura) Os oficiais apresentam diariamente uma passividade radical escondida no nobre silencio de oficial e cavalheiro que esconde um disfarçado e deprimente "deixa andar, não quero problemas, pois tenho uma carreira pela frente", os sargentos vendem-se com regalias que os separam do proletariado que temem, estes terceiros, os menores desta sociedade trinitária apresentam-se como os oprimidos, reprimidos, mal preparados e desprotegidos, ficam na zona cinzenta, escurecida pelos muitos que desertaram para servir os seus mecenas, nas secretarias, messes, bares, oficinas, cozinhas, entre sapateiros e barbeiros, há de tudo.
5.º (A tese) A questão do ser ou não militar é neste momento uma arma que não nos pode abandonar, é que nem somos carne..., isto faz com que não sejámos uma força policial que trabalha em prol da Grei e que também não sejámos uma força militar, nem nada que o pareça.
Por outras palavras, a questão não fica no que somos, fica meus senhores, no que não somos, para alguns isto é o caminho, para "Portugal", isto está mau, muito mau.
6.º (Empirismos) Mas empiricamente falando tudo tem o seu tepo e este está para durar, porqué, eu explico, pais de brandos costumes, não:
Eduardo Lourenço antigo "pupilo" da academia militar, docente na faculdade de letras da universidade de coimbra apresenta uma espécie de manifesto que reclama um olhar português para o futuro, que desenha o caminho de onde vimos e para onde vamos, consequentemente, quem somos. Se aplicarmos este modelo á GNR compreende-mos que o futuro é sombrio, o peso do passado é exagerado, o caminho pedroso, e os protagonistas...
7.º (Conclui-se) a mudança, está para vir, não sei, sei que os principios da GNR apresentam-se como "pela lei e pela grei", eu acho que deveriam ser, "pela lei, para a a grei" mas presentemente, são induviamente, "Patrio regio nostrum", já o camões dizia, há e haverá sempre covardes na nossa pátria. Ass: Militar da GNR


De ZÉ GUARDA a 20 de Junho de 2007 às 21:14
AS SETE TESES DA GNR
1.º (Parabens) Numa primeira abordagem a este Blog quero congratular os participantes pela forma como retratam os temas, pois na qualidade de militar da GNR fico extremamente espantado em perceber que existem "grupos" de cidadãos tão bem informadas àcerca da estrutura e funcionamento da GNR, dos seus problemas e conjunturas.
2.º (A GNR) Num segundo momento gostava de apresentar o ponto da situação desta instituição no ponto de vista do "operacional" , quadro em que me encontro. A GNR: corporativista, excessivamente hierarquizada, fragmentada e baseada no poder de quem manda, não de quem trabalha ou domina, o poder e não o saber, apresentada a conjuntura cabe-me salientar o seguinte:
3.º (A estrutura) O problema da GNR não está no seu expoente máximo na sua natureza, (militar ou não) mas na sua estrutura. É indiferente se somos ou não militares, desde que trabalhemos com dignidade e profissionalismo, na sua interdisciplinaridade a GNR tem espaço para o militar e para o cidadão, tal como se verifica nas forças congêneres, mas o cerne da questão é que esta instituição está "doente".
4.º (A estrutura) Os oficiais apresentam diariamente uma passividade radical escondida no nobre silencio de oficial e cavalheiro que esconde um disfarçado e deprimente "deixa andar, não quero problemas, pois tenho uma carreira pela frente", os sargentos vendem-se com regalias que os separam do proletariado que temem, estes terceiros, os menores desta sociedade trinitária apresentam-se como os oprimidos, reprimidos, mal preparados e desprotegidos, ficam na zona cinzenta, escurecida pelos muitos que desertaram para servir os seus mecenas, nas secretarias, messes, bares, oficinas, cozinhas, entre sapateiros e barbeiros, há de tudo.
5.º (A tese) A questão do ser ou não militar é neste momento uma arma que não nos pode abandonar, é que nem somos carne..., isto faz com que não sejámos uma força policial que trabalha em prol da Grei e que também não sejámos uma força militar, nem nada que o pareça.
Por outras palavras, a questão não fica no que somos, fica meus senhores, no que não somos, para alguns isto é o caminho, para "Portugal", isto está mau, muito mau.
6.º (Empirismos) Mas empiricamente falando tudo tem o seu tepo e este está para durar, porqué, eu explico, pais de brandos costumes, não:
Eduardo Lourenço antigo "pupilo" da academia militar, docente na faculdade de letras da universidade de coimbra apresenta uma espécie de manifesto que reclama um olhar português para o futuro, que desenha o caminho de onde vimos e para onde vamos, consequentemente, quem somos. Se aplicarmos este modelo á GNR compreende-mos que o futuro é sombrio, o peso do passado é exagerado, o caminho pedroso, e os protagonistas...
7.º (Conclui-se) a mudança, está para vir, não sei, sei que os principios da GNR apresentam-se como "pela lei e pela grei", eu acho que deveriam ser, "pela lei, para a a grei" mas presentemente, são induviamente, "Patrio regio nostrum", já o camões dizia, há e haverá sempre covardes na nossa pátria. Ass: Militar da GNR


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