Domingo, 7 de Outubro de 2007

TESE REFORMULADA

  

          Para sobreviver face às mudanças em catadupa e com sentido revolucionário que nos encaminham para a Terceira Vaga civilizacional; e perante a ameaça destrutiva das confrontações entre os fantasmas de César e de Fouché, que apontam para vitórias de Pirro; está indicada a reformulação e a defesa da tese anteriormente enunciada. Assim:

  

    À GNR, força de Segurança Interna, de natureza militar com função essencialmente policial, convém manter-se autónoma das Forças Armadas, e diferenciada das polícias civis, instituida e organizada como corpo militar de polícia, Terceira Força – capaz de manter relações fluidas e cumprir missões na zona cinzenta entre a Defesa e a Segurança Interna –paradigma da especificidade gendármica num sistema de dualidade policial.

 

 

publicado por Zé Guita às 21:43
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8 comentários:
De Helder_85 a 9 de Outubro de 2007 às 01:03
Infelizmente os modelos híbridos nem sempre são facilmente entendidos pela sua difícil definição".
Concordo com o modelo actual, mas acredito que tantas críticas (maioritariamente infundadas) surgem em função desta certa indefinição que se gera.
Por exemplo: é quase inacreditável como pode ser tão frequente encontrar pessoas que não sabem se a GNR é uma força militar ou militarizada.
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Infelizmente os modelos híbridos nem sempre são facilmente entendidos pela sua difícil definição". <BR>Concordo com o modelo actual, mas acredito que tantas críticas (maioritariamente infundadas) surgem em função desta certa indefinição que se gera. <BR>Por exemplo: é quase inacreditável como pode ser tão frequente encontrar pessoas que não sabem se a GNR é uma força militar ou militarizada. <BR><BR class=incorrect <a name="incorrect">Aguardadando</A> </A>melhores ventos... <BR>Cumprimentos. <BR>


De Guarda Abel a 9 de Outubro de 2007 às 15:58
Vimos no último “prós e contras” a forma como a segurança interna é encara neste país. Um ministro, que do fundo do seu academismo procura dar lições acerca das soluções preconizadas, mas sem a chama das convicções de um político. O estilo de anacoreta e sacerdote da teologia do jurídico, o discurso arrastado numa espécie de homília legal e rematada pela tecnocracia securitaria não convence. Fica a impressão de que a reforma do SSI não passou de mera cosmética e num ajuste de lugares comuns. Ele próprio afirmou que é preciso tratar o sistema com pinças, não vá a desordem, essa nefasta desgraça afectar a eficiência das forças de segurança, designadamente se a GNR deixar de estar subordinada ao Exército. Ou seja, assumiu que neste país, que se diz democrático, se é incapaz de manter uma instituição policial disciplinada sem a prestimosa ajuda do controlo militar e da apertada disciplina castrense. Um pouco mais e só faltou dizer ser necessário um guarda pretoriana…
O incontornável Paulinho das feiras também discorreu sobre o assunto. No registo populista que se lhe conhece, aproveitou a oportunidade para usar o assunto como arma política e para fazer crer que só ele tem a solução mirífica dos problemas. Falou sobre coordenação das forças e de sindicância democrática sobre os poderes de actuação do secretário-geral do SSI, o resto foi a cassete securitária que se conhece da direita portuguesa.
Finalmente os Generais do EP. Entretidos em assuntos que não lhes dizem respeito e apesar de não terem competência técnica para ocupar os respectivos cargos, lá discorreram sobre a segurança interna. Um dizia-se muito preocupado com os riscos e ameaças e ao que parece do Armagedão que se avizinha. Mas os portugueses podem ficar descansados porque os Generais do EP estão atentos ao problema. O outro general, como coordenador, queixou-se da falta de meios para pôr a babilónia do sistema policial português a comunicar entre si no contexto dos incidentes táctico-policiais. A coisa promete…
A inenarrável apresentadora ainda permitiu o ar de sua graça aos sindicalistas presente com o incontornável “Agora digam lá ao Senhor ministro as vossas queixas. Vá lá, aproveitem a oportunidade…” Seguiram-se o desfile das figuras de sempre. Entre o trapalhão e o anedótico lá balbuciaram as reivindicações de “mais meios”, “dignidade” e a “insatisfação pelo retirar dos direitos”, etc. Do SSI nem uma ideia.
No que à Guarda diz respeito, ficámos também a saber pelo constitucionalista Bacelar Gouveia que o estatuto militar se deve manter, uma vez que ainda somos um país rural e a GNR tem uma foram peculiar de efectuar o patrulhamento.
O preterido candidato a CEME e ex-governador de Macau, General Garcia Leandro teorizou também das vantagens da GNR estar tutelada pelo Exército. Foi elucidativo e ex-catedra não teve dúvidas em afirmar que o sistema dual é o desejável. Argumentando com o fatalismo geográfico-determinista, à maneira do geógrafo alemão Friedrich Ratzel, lá foi dizendo a cartilha estafada de que os países do sul da Europa têm Gendarmeries (fica sempre bem o pensamento sobre a forma de jargão que visa estabelecer o sistema policial em função da latitude). Mas o mais importante foi o exemplo avançado da Irlanda do Norte e os putativos insucessos do exército de ocupação Inglês, que mantém a mais prolongada das guerras de religião desde o século XVI. Estava explicado porque os Ingleses não conseguiam acabar com o irredentismo do IRA. Falta-lhes uma GNR…Portanto, parece que a força de segurança GNR é importante para conter a ameaça separatista de Alberto João jardim, nunca se sabe!
É esta gente que tem nas mãos o destino da política de segurança interna. Pobre país…
Atentamente Abel


De colonizado a 11 de Outubro de 2007 às 21:41
Como refere o ilustre Guarda Abel, o país continua refém desta cáfia que tudo e todos controla, até o ex-miliciano comandante supremo das forças armadas. Tempos difícieis se adivinham.




De geninhohttp://www.patrulheirognr.blogspo a 12 de Outubro de 2007 às 21:43
em espanha e Itália, dois paises com qual os pseudo intelectuais e pensadores gostam de comparar sempre que se fala da GNR militar, mas lá tem a ETA e a Máfia, então essas forças militares não os conseguem combater???
geninho_rasca


De Túlio Hostílio a 13 de Outubro de 2007 às 10:03
Ao Guarda Abel:
Os meus parabéns pela lucidez do comentário....


De Zé Guita a 16 de Outubro de 2007 às 15:34
Para Colonizado

Meu caro comentador: não quero que veja na retenção do seu comentário intuitos censórios. Problemas vários , alheios a este contexto, têm vindo a atrasar a minha reacção.
Apenas venho solicitar-lhe que reformule o seu texto, utilizando linguagem não susceptível de ser tomada como ofensiva.
Há que ter em conta a linha editorial do Securitas.

Saudações do Zé Guita


De Zé Guita a 16 de Outubro de 2007 às 15:38
Para Colonizado

Meu caro comentador: não quero que veja na retenção do seu comentário intuitos censórios. Problemas vários , alheios a este contexto, têm vindo a atrasar a minha reacção.
Apenas venho solicitar-lhe que reformule o seu texto, utilizando linguagem não susceptível de ser tomada como ofensiva.
Há que ter em conta a linha editorial do Securitas.

Saudações do Zé Guita


De poleao a 9 de Outubro de 2007 às 17:36
Sobre o assunto, o post diz tudo e diz muito bem. No meu entender, claro.
Também me espanto, como diz o Guarda Abel, com a qualidade das pessoas, em cujas mãos está "o destino da política de segurança interna" de Portugal. Na verdade, "Pobre país..." Abraço.


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