Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

REVIVER O ESPÍRITO DA GUARDA

     A revista da GNR, PELA LEI E PELA GREI, reuniu em volume e editou vinte e oito contos da autoria do falecido coronel JOSÉ DE ALMEIDA COELHO, que havia publicado ao longo dos anos sob a rubrica "Velharias". Intitula-se OS MEUS CONTOS, tem ilustrações do autor e o preço de capa é dois euros e meio.

 

     A Revista e a Guarda prestam assim merecida homenagem a quem dedicou a vida ao Serviço Público, à Instituição e aos seus Militares, sem deixar de sentir, compreender e partilhar a Grei.

 

     O livro, porém, é mais do que isso. No dizer do prefaciador coronel Joaquim Marcelino Franco de Sá, "é um louvor e um canto ao Patrulheiro da GNR e ao mesmo tempo uma autobiografia restrita à serventia militar policial, portadora duma riqueza que ultrapassa, em muito, os limites de narrativas ingénuas."  Trata-se de "uma colectânea de testemunhos"  com grande valia histórica e sociológica, que documenta uma moralidade ligada ao mundo dos "valores da camaradagem, da verdade, da honra e do humanismo, tornando-se, assim, uma referência pedagógica" para aqueles que continuam a Guarda.

      Para os estudiosos, a obra constitui um documento precioso que retrata a identidade da Guarda e do seu Pessoal e rico material de pesquisa para o levantamento da sua cultura organizacional específica.

      Esta "proclamação" tenta reviver e reavivar alguns aspectos da vida da Guarda que o Zé Guita teve o privilégio de viver junto do camarada e do amigo Zé Coelho.  E procura, sem passadismos,  sobretudo, transmitir às novas gerações a importância de um farol, que ilustra  o sentido de alguns lados positivos da tradição, cimento do espírito de corpo.  

     

 

 

publicado por Zé Guita às 20:37
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5 comentários:
De poleao a 7 de Dezembro de 2007 às 23:16
Eu e o saudoso Zé Coelho somos "rapazes" da mesma idade e ingressámos na Guarda no mesmo ano. Sei como ele viveu apaixonadamente a GNR e como deu tudo o que tinha e sabia ao serviço da Instituição, mesmo depois da passagem à reforma. Lia regularmente, na Revista, as suas interessantes e pedagógicas "histórias", a maior parte elas sobre aquilo que, com muito acerto, então se chamava Serviço Rural. A figura principal de cada "história" era, frequentemente, o Comandante do Posto -um misto de patrulheiro , investigador e juiz. Nesse tempo, quando a patrulha passava, de mauser " a tiracolo, os populares diziam, com respeito: lá vai a senhora Guarda!!!
Junto-me, emocionado, à singela homenagem que o Zé Guita aqui presta, com palavras escolhidas, como sempre, ao nosso saudoso Zé Coelho.


De A. João Soares a 8 de Dezembro de 2007 às 07:01
A presença deste post é um símbolo da camaradagem e do apreço por um homem bom que sabia ser amigo e animar os encontros com uma anedota um xiste próprio de inteligência, sensibilidade e muito humor.
Parabéns pela iniciativa de colocar aqui esta homenagem.
Um abraço


De Zé Guita a 8 de Dezembro de 2007 às 09:56
... a "singela homenagem" referida por poleao e o "símbolo de apreço por um homem bom" identificado por A. João Soares, podem e merecem ganhar maior volume :
- ler e divulgar o livro;
- acrescentar comentários sobre o s Contos;
- ilustrar aui a memória do Zé Coelho.

Saudações


De Mário Relvas a 11 de Dezembro de 2007 às 12:10
A sociedade actual tem tendência a esquecer o valoroso passado. Os comandos de polícia ignoram os aposentados.
Até os cmdts anteriores são esquecidos, quanto mais os da ralé...

Parabéns pelo LIVRO!


De Paulo sempre a 12 de Dezembro de 2007 às 00:14
O Coronel José de Almeida Coelho (1933-2007), oficial da GNR (1962/1995) , no seu conto "uma situação de imoralidade" refere-se a um relatório de Comandante de Posto nestes termos: "Embaraçado, fui obrigado a ler, quase a gaguejar, os dois períodos do relatório, que se seguem:
«A situação averiguada não apresenta qualquer gravidade, nem atentado à moral pública. No entanto, é oportuno referir que é das relações imorais entre os bois e as vacas que nascem os bezerros.
E, por baixo da data, brilhava a assinatura imponente do meu Comandante de Posto»

Entretanto, a originalidade do relatório era motivo para «risota» do Presidente da Câmara, de ar trocista, do Juiz da Comarca e do Delegado do Ministério Público.

" (...) o neto de Renan, para não morrer de miséria espirítual, fez-se soldado. Sua mãe, indo visitá-lo a Beauvais, logo que o viu com o uniforme compreendeu na sua fisionomia que ele readquirira o equilíbrio moral" ( Jacques Maritain).

Será que a mãe tinha razão?


Abraço


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