Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

A GRANDE SACA DO PATRULHEIRO

     Hoje, certamente por ser o aniversário de uma minha filha, acordei mais "virado para o sentimento"... 

     A certa altura dei comigo a reler alguns de "Os Meus Contos" do Zé Coelho.  E, tendo acontecido dar por mim a rir com os olhos húmidos, incontidamente, sucedeu também ter sido levado a reflexões de fundo sobre a situação actual.

      Há lições da tradição que não podem ser ignoradas pela modernidade. Sugiro aos meus leitores da Guarda que interiorizem a lição do conto "Era uma vez um Alistado". E recomendo a sua leitura e entendimento das realidades subjacentes a todos aqueles que interna ou externamente teorizam e emitem juizos sobre as mesmas.

      A propósito da recente e espectacular mediatização de alguns pareceres de natureza inspectiva sobre teorias e princípios, não resisto a lembrar  que, entre as medidas a implementar para melhorar o comportamento dos guardas em situações de violência, é indispensável incluir o fornecimento a cada um deles de "uma grande saca", na qual possam transportar consigo em permanência os instrumentos e as armas adequadas para enfrentar e combater a violência "quanto baste".

      E é bom não esquecer que enquanto magistrados, advogados, inspectores e hierarcas não dispensam a consulta da Lei escrita para emitir juizo sobre cada caso concreto, o guarda tem de agir e reagir em cima do acontecimento, sem oportunidade e sem tempo para consultar os livros, mesmo quando leve consigo uma grande saca carregada de normas.

     

publicado por Zé Guita às 12:53
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1 comentário:
De Mário Relvas a 15 de Dezembro de 2007 às 00:41
FELIZ NATAL COM AROMAS DE PORTUGAL

«No capítulo 9 de S. Lucas, encontramos a passagem seguinte:
Houve uma discussão entre os discípulos, sobre qual deles seria o maior, ao que Jesus respondeu, tomando nos seus braços uma criança: "a quem acolher em meu nome uma criança como esta acolhe-me a mim; e quem me acolher acolhe quem me enviou. Na verdade quem for o mais pequeno entre vós, esse é que será o maior."
Com esta resposta de Jesus sobre a discussão de quem é o maior entre eles, podemos concluir que não é o forte nem o poderoso, nem aquele a quem os outros dão mais crédito que conta mais junto de Deus, mas aquele que está indefeso, que não está em condições de fazer nada com as suas forças. É grande quem, por amor ao próximo, se faz pequeno e deixa para o outro o primeiro lugar. Além disso, Jesus identifica-se com a criança, com o pequeno, e está a seu lado. Quem, na vida dá o lugar estas pessoas, dá o lugar a Jesus, ao próprio Deus que o enviou e se fez Menino (Jesus) por nosso amor.
Eis um modo novo de viver as relações nas nossas comunidades crentes e com as pessoas que lhe pertencem.
É verdadeiramente grande quem sabe acolher e dar espaço aos outros, sobretudo quem é mais fraco e não conta nada, porque esta é a grandeza de Deus, que se fez o mais pequenino de todos.
Enquanto o egoísmo faz com que me sirva de pessoas para sobressair e ter sucesso, o amor leva-me a acolher outro, a hospedá-lo no meu coração e na minha vida.
Uma comunidade (familiar ou social) que vive acolhendo os pequenos, os fracos, está livre para reconhecer com alegria os dons que Deus concede mesmo fora dela.
Ao contemplarmos na pobreza do presépio o Jesus Menino, o Deus feito criatura humana, é motivo para perguntarmo-nos qual a minha atitude na comunidade em que vivo? Procuro o meu prestígio pessoal ou de grupo, o sucesso pessoal ou empenho-me de verdade num serviço desinteressado, sobretudo a quem é fraco, sem recursos?
Será bom lembrar mais uma vez que mais tarde este Menino (Jesus) vais ensinar com o seu exemplo de que não veio para ser servido, mas para servir.
Na verdade, é importante na vida de cada um de nós de que é somente no serviço dos outros que está a verdadeira grandeza do homem.
Aproveito a oportunidade para, em nome da Direcção da Instituição, desejar a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
Boas Festas!»
"Padre Fonseca in revista Crescer na Creche"

Humildemente, com as palavras do Sr. Pe Fonseca, Presidente da Associação A Creche de Braga, da qual faz parte o Centro D. João Novais e Sousa, onde anda durante o dia o meu filho Bruno, a quem aqui, reconhecidamente, louvo o seu trabalho, e lhes retribuo os votos natalícios.
Resta-me desejar-vos, a todos os que aqui passam, um Feliz Natal, com um abraço fraterno aos autistas de Portugal e suas famílias.
Até lá...
Do Bruno, da Necas e do vosso Mário


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