Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Desafio

Caríssimos visitantes:

Ontem, o Securitas teve 54 visitas e comentários... nem um...

O Zé Guita não tem a pretensão do monólogo e muito menos gostaria de acabar sozinho a pregar no deserto.

Para que o Securitas possa ter algum impacto e eventualmente merecer um pouco de atenção "da parte dos deuses", torna-se necessário apresentar textos e ideias em termos respeitáveis, ter muitas visitas e ser rico em comentários, críticos mas construtivos. "O céu" não ficará surdo...

Há massa crítica, em quantidade e  qualidade. Pois que saia a opinar.

Fica aqui um desafio: vamos comentar para já o relato de O Sargento, hoje mesmo apenas os pirilampos 1, 2 e 3 (cada um em separado). 

Conto convosco. 

sinto-me: optimista.
publicado por Zé Guita às 00:10
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8 comentários:
De Guarda Abel a 9 de Fevereiro de 2007 às 16:54
Questões prévias
As designadas associações representam quem? Terão legitimidade, face ao número de associados, se arrogarem com o estatuto de representantes, nomeadamente a AOG?
Definição de conceito de militar com funções de polícia (indicadores, dimensão, variáveis e não justificações ideológicas).
Necessidade de Portugal manter um sistema de segurança interna caótico e fragmentado onde os interesses corporativos se sobrepõem a uma visão estratégica e racional que vise a eficácia e a eficiência?
A dualidade do sistema policial serve quem? Justificá-la com argumentos históricos (débeis e enviesados, onde o mito se substitui ao rigor do Historiador) ou a procura de manter o status quo do Exército, nomeadamente dos seus Generais?
O “estudo” da Accenture e as suas conclusões foram no seguimento do q há muito se discutia internamente mas q a hierarquia sempre quis ignorar?
A propósito de hierarquia, qual a razão de tantos militares não se reverem nela ao ponto de quererem deixar de ser militares? Paradoxo ou a constatação de q a cadeia de comando não defende os subordinados i.e não cumpre o seu papel, sendo os Generais uma espécie de comissários políticos subservientes. Veja-se o silêncio perante o retirar de regalias e a incapacidade em liderar a mudança com o contributo de todos os Guardas (e não apenas só de alguns…)
É o exército detentor exclusivo da famigerada condição militar (se me demonstrarem o q isso é hoje em dia agradeço) ao ponto dos oficiais da Guarda serem formados na sua escola? Haverá outro modelo de formação (melhor e mais barato e q resolva o défice de oficiais)?

Guarda Abel


De Guarda Abel a 9 de Fevereiro de 2007 às 17:47
A parábola da militarização (numa perspectiva construtivista)


Era uma vez uma fábrica de automóveis. Certo dia, há muito tempo, houve necessidade de nomear um director para administrar a fábrica. Como não havia gente capaz para administrar a fábrica, o Presidente do Conselho de administração chamou um General do Exército. Com efeito, os militares, nesse tempo, eram os únicos com competência adequada. Com o passar dos anos, o General e os outros que lhe sucederam foram impondo a cultura organizacional que melhor conheciam e que dava mostras de ser capaz em resolver os problemas de laboração e produtividade. Aos poucos, os Generais administradores foram impondo aos operários as regras castrenses de organização e disciplina militar, chamando até para seus colaboradores outros camaradas de armas, colocando-os em locais de direcção, chefia e supervisão. A fábrica, com o passar dos anos, ficou um autêntico quartel do Exército, afeiçoando-se ao modo militar de fazer as coisas…
Ano após ano, os carros lá saíam da linha de produção e conseguiam-se vender. O cliente não era muito exigente…
Mas a certa altura os mercados mudaram, a clientela fartou-se dos carros e os operários militarizados começaram a ficar descontentes com as condições de laboração, questionando até se não haveria outra forma de fazer carros. Afinal haviam outras fábricas que faziam bons automóveis e os vendiam bem, mas não tinham Generais a administrar. Os Generais, que dirigiam a fábrica, começaram a ficar desnorteados. Certo dia, o Presidente do Conselho de administração, ao ver a quebra nos lucros e a desvalorização das suas acções, teve de tomar medidas enérgicas. Chamou uns gurus da nova teologia, desculpem, digo ciência da gestão. Estudaram o problema e fizeram um conjunto de propostas: mudar a forma de trabalhar, fazer novos modelos de carros, organizar a fábrica seguindo outros padrões, etc.
O problema é que os Generais, horrorizados, não compreendiam onde tinham falhado, não queriam abandonar o seu modelo de gestão e também não queriam perder os seus lugares e muito menos retirar a cultura organizacional que tantos prezavam Teimavam em persistir no erro de fazerem Trabants em vez de Mercedes. A coisa arrastou-se até que os accionistas se fartaram. Fechar a fabricar, reconvertê-la, mudar a direcção, procurar um parceiro estratégico para uma fusão. Enfim uma miríade de decisões que urge tomar. Uma coisa é certa, com Trabants a fábrica não sobrevive.

Guarda Abel


De Zé Guita a 9 de Fevereiro de 2007 às 19:06
Guarda Abel
Estamos de acordo: eu também prefiro o Mercedes.
Mas esfarrapo-me todo para construi-los. Sem ter que fechar a fábrica, despedir os trabalhadores e abrir uma outra fábrica, provavelmente deslocalizada.


De Guarda Abel a 12 de Fevereiro de 2007 às 10:36
Caro Zé.
A Deusa «mercado» é implacável. Quem não se adpta e inova está condenado. A ideologia do civilismo é perversa e temo q a deslocalização já esteja em curso ou pior, quando os operários chegarem de férias vão ver a fábrica fechada e a maquinaria retirada pelos patrões...
Um abraço do Abel


De Guarda Abel a 9 de Fevereiro de 2007 às 18:16
Novo modelo de formação dos Oficiais da GNR.

Referência (Real academia militar de Sandurst, julgo que os Oficiais Ingleses são tão bons com os nossos)

Recrutam-se licenciados em áreas com interesse para a Guarda.
Em seis messes dá-se a formação militar (sou daqueles que entendem que a formação básica militar deve ser um requisito prévio em qualquer polícia, mesmo aquelas que têm o rótulo de civil), com elevados padrões de exigência. Findo o período, a selecção natural et por couse dos que tem o perfil indicado é feita …
No segundo semestre, fornece-se o conteúdo teórico para as funções. (Acabe-se de vez com as armas e serviço, isso é cópia do Exército Português e actualmente é um anacronismo. Em RH fala-se de especialização de funções).
Fim do 1º Ano
O segundo ano seria o de Tirocínio, com formação no terreno (este estágio era eliminatório)
Após o segundo ano tínhamos Oficiais de elevada craveira técnica.
Por que não se pratica este modelo? A quem interessa o desperdício de dinheiros na formação da AM, com a gritante desigualdade (Aos cadetes, o Estado paga-lhes uma licenciatura e ainda lhes dá dinheiro. Os outros estudantes não têm este privilégio e pagam propinas se querem ser licenciados).
Que interesses obscuros e inconfessáveis estão por trás dos que teimam em licenciar em «ciências militares» (o que significa isto em termos de epistemologia?) os Oficiais da Guarda?
Salvaguarda de lugares Simbólicos e pertença a um grupo restrito?
Impor interditos e restrições aos não iniciados e assim justificar uma espécie de irmandade secreta?

Depois queixem-se da “Accenture”…

Guarda Abel


De C.N a 9 de Fevereiro de 2007 às 23:29
Parabens "Guarda Abel".

O "amigo" tem posto o dedo em todas as feridas, que afectam a velha Guarda, por isso será melhor desinfectar-se com alcool se não ainda apanha a peçonha. Isto é, desinfecte-se, para não mudar de ideias.
Mantenha essa verticalidade que só alguns conseguem ter.

Saia do anonimato e mostre em publico a bandeira que aqui tem hasteado, que por certo muita gente o vai aplaudir.

Saudações

C.N.





De Guarda Abel a 12 de Fevereiro de 2007 às 10:29
Ao amigo CN. O anonimato é necessário dado a cultura inquisitória do nosso país (afinal foram 500 anos de perseguição e a democracia e o livre pensamento só têm 30). A propósito CN é heterónimo de quem? Quanto à peçonha, um virologista também trabalha com vírus e não se desinfecta. Basta tomar alguns cuidados metodológicos, guiar-se pelos ditames da razão, não cair no pensamento falacioso, ter a humildade de questionar e formular hipóteses, submeter os factos ao crivo da experiência, evitar dogmas e verdades inquestionáveis. Numa palavra, usar as regras da razão e não se acomodar ao senso comum, ter a ousadia de submeter as provas ao teste da experiência...Numa palavra pensar!
É simples, mas o Galileu podia ter ido para a fogueira ao questionar dogmas e poderes instituídos. Espero que não me queiras mandar para a fogueira TC…
Um abraço do Abel


De José Joaquim a 11 de Fevereiro de 2007 às 00:51
Guarda Abel, esqueceu-se de referir a deslocalização para a os países de Leste.
E depois...
PS. _ Eu devo ser um nabo nestas coisas, fiz um comentário, indiquei o meu nome e depois apareceu como Anónimo. Alguém pode ajudar


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