Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Pirilampo 3

3. A primeira questão levantada foi a dos escalões de comando, tendo a Associação referido que nesta matéria se torna necessário que o comando se aproxime das bases, contribuindo desta forma para uma execução mais agilizada das diversas vertentes da missão da GNR, e que a haver eliminação de algum desses patamares, esta deveria incidir sobre o escalão Brigada.

Zé Guita interroga desde já: caso seja eliminado o escalão brigada, para além da vantagem de aproximar o comando das bases, quais os custos/benefícios restantes, tendo em conta que ao emagrecimento nas brigadas corresponde um engordar nos grupos e uma maior dificuldade de controlo no CG, dado o grande número de unidades a controlar directamente, com a consequente necessidade de aumentar as capacidades do estado-maior?

Em tempo (09FEV): Consta ao Zé Guita que a AOG, na sua reunião com o MAI, se manifestou pela indispensabilidade do comando de nível brigada.  

 

publicado por Zé Guita às 05:34
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8 comentários:
De Agapito a 9 de Fevereiro de 2007 às 15:35
O exemplo belga deveria ser um caso de estudo para estes reestruturadores indígenas. Ainda não consegui o livro mas pelos excertos que vou lendo ,não me diz nada que eu não tivesse já dito (modéstia à parte) por ser evidente a má comparação. Só estes "iluminados" é que comparam uma empresa seja de que natureza for a uma organização militar-policial! Ao eliminar o escalão brigada ,e como diz e bem o Zé Guita , vai engrossar o escalão Grupo. E depois o GCG comanda no mínimo 18 grupos? Isto nem o Napoleão. Qualquer militar minimamente conhecedor sabe que tudo que vá além de 3ou4 pedras de manobra é um erro crasso. Então esses rapazitos assessores não sabem disso? Não que defenda a permanência dos MGEN da tropa na guarda, mas com coronéis como sucede no Brasil mantinha-se o actual escalão embora sem funções logísticas numa primeira fase.Não esquecer que o escalão operacional por excelência é o destacamento e depois o grupo.Depois poderia evoluir para cmd regionais unicamente com fins operacionais. O resto é administrativo demasiado empolado por obra e graça dos Gen que não constituem qualquer mais valia para o serviço. Na guarda não há Brigadas no ataque nem na defesa ou em movimentos retrógados.E já agora por que não foi ouvida a AOGNR? Vamos lá a sair da modorra e dar opiniões próprias de quem sabe do seu ofício.Isto não é para espontâneos.Mostrar ao sr. Costa que quem sabe disto somos nós , sem tibiezas,para ele não se iludir com falsos técnicos que outra coisa não visam senão manter um statu quo .Se vis pacem, para bellum. Agapito


De luis a 9 de Fevereiro de 2007 às 16:17
o Zé pica não totalmente integrado nos guitas,por portas e travessas descobriu este blog e desde ja felicito o seu autor pela informação dada no mesmo e que contribui para que se faça alguma luz na cabeça dos guardilhas sobre a tão falada restruturação na gnr. um abraço


De CN a 9 de Fevereiro de 2007 às 16:24
Caro Zé Guita:

Estou de acordo que o debate deve ser sério e abordar com rigor os prós e contras das reformas anunciadas pelo MAI.
Mas é notável que existe na sua pessoa do Zé Guita, uma tendência (parece). A defesa do manter tudo como antes, ou seja a manutenção e estrutura nuclear da GNR, tal como no passado, disposta em quadrícula e com multiplos patamares de burocracia. Não, não posso concordar.
As Forças de Segurança, hoje têm de evoluir a par da sociedade do conhecimento e da informação.
Manter a GNR nos moldes actuais é perder o comboio da modernização, evolução social e adaptabilidade à nova realidade europeia. ( Menos estado e mais controlo de estado)
Concerteza que não é a versão actual GNR, que a maioria dos militares da Guarda quer para as gerações vindouras.
Cultura Militar moderada e mais civilismo e civismo, é o caminho
Deixemo-nos de saudosismos e olhemos em frente.

Fica a modesta opinião.

C. N.


De Zé Guita a 9 de Fevereiro de 2007 às 18:07
Caro C. N.
É possivel que eu tenha tendências, também tenho opiniões. Mas desde há muito que tenho cuidado com elas, sobretudo, sou aberto na sua discussão e não estou convencido que sou dono da verdade.
Aqui como noutras instâncias, raramente emito opiniões sem lhes acrescentar as minhas dúvidas, que tenho muitas.
Quanto a manter tudo como dantes, não foi nem é a minha posição . Por ser prafentex, apelidaram-me em tempos distantes de "mao tsé tung" e nos idos de1989 fui tachado de "maluco" por me pronunciar veementemente pela informatização geral da Guarda no prazo máximo de cinco anos.
No que toca a evoluir para a sociedade da informação e do conhecimento, acredite que veio bater à porta do "cura". Creio ter centenas de testemunhas que me acreditam nesse sentido como militante activo e empenhado.
Estou próximo bastante consigo: na minha opinião, cultura militar quanto baste, sem militarismo; civismo muito, sem civilismo.


De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2007 às 18:06
Lê-se ps comentários e penso que de todos se pode tirar algo de útil.
Pelo que conheço do Zé Guita seria o último a querer tudo na mesma.
Sala de EM e Controlo 24H por dia.
No Carmo impossível.
Brig. só com comando operacional. Brig Trânsito e Brig Fiscal op Comando Geral.
Grupo (quantos serão? Não sei) comando Coronel.
Grupo centro nevrálgico.
GNR - SEMPRE MILITAR - e adatada às funções de segurança. Realce para a acção dos NIC's militares em investigação criminal (19 valores).
I wil be back.


De Zé Guita a 9 de Fevereiro de 2007 às 18:20
Para Anónimo
Para benefício de nós todos, agradeço que de futuro seja um pouco menos telegráfico.


De Guarda Abel a 9 de Fevereiro de 2007 às 18:52
Novo modelo de Segurança Interna (desculpem mas estou a ficar adepto do «monismo segmentado») para Portugal


Direcção-Geral de Polícia e Segurança Interna
(Super-estrutura de Direcção e Coordenação)
Na sua dependência é criada a Polícia Nacional de Portugal. Também nesta dependência ficariam os bombeiros e a protecção cível.
O corpo de âmbito nacional é segmentado de acordo com especializações funcionais:
Polícia de segurança e ordem pública; Polícia especial de trânsito; Polícia de investigação criminal, Polícia aduaneira e marítima, Polícia de estrangeiros fronteiras, Polícia económica (aglutina a ASAE), Polícia ambiental, polícia anti-terrorista.

Consequências: acabam-se com feudos corporativos e certos representantes desta «República sindical» deixam de ter lugares proeminentes…
A GNR reconduzia-se a funções honoríficas e de representação, ficando como Guarda Presidencial.
Incómodo e assustador, não é verdade…

Guarda Abel


De Garção a 9 de Fevereiro de 2007 às 21:32
Sem prejuízo de melhor opinião, considero essencial reestruturar e modernizar a Guarda, mas encomendar um estudo desta importância a uma empresa que não conhece a complexidade da função polícia, principalmente tratando-se de uma polícia de cariz militar, é insensato.
Uma FS militar com a dimensão da GNR, que se apresenta como a principal responsável pela manutenção da lei e ordem públicas neste país, não pode nunca ser reestruturada segundo as conclusões obtidas por uma entidade externa que nem se dignou, no seu estudo, a procurar e incluir as opiniões de pessoas como o Zé Guita, que tendo dedicado toda a vida a servir o pais através desta nobre instituição, tanto dos seus problemas e virtudes conhece.
Existem na Guarda muitas pessoas altamente capazes e credenciadas para elaborar um estudo desta índole, fundado em verdadeiro conhecimento de causa, adquirido ao longo de muitos anos de experiência.
Assim sendo, existem na Guarda, milhares de militares altamente preocupados com o resultado deste estudo, que o MAI insiste em não facultar...
Não será lícita alguma indignação??? Considero que sim!
Resta-nos aguardar, pedindo que exista ponderação e bom senso nas mentes incumbidas de tomar a decisão final e vinculativa.
Espera-mos que não se perpetrem erros crassos que possam afectar de modo irremediável o futuro da segurança deste país...

Fica aqui a minha humilde opinião.

Muitos parabéns por este Blog
Felicidades para o Zé Guita


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