Sábado, 15 de Outubro de 2011

LEITURAS - 2ª Edição

DOMINGO, 2 DE OUTUBRO DE 2011
LEITURAS!!!

Não resisto a adiantar um pequeno extrato de trabalho com maior folgo, incluindo as referências  bibliográficas devidas, que se encontra no prelo prestes a caminhar em público. O momento português actual justifica o avanço.

 

 

Em 1890, a crise do ultimato motivou grandes manifestações de rua “numa ardente ebulição de protestos, injúrias e vociferações” seguidas de apedrejamentos, levando o Governo a conferir mais força e prestígio às Guardas Municipais e tendo justificado que “nos dois anos seguintes, com a agitação latente e os constantes protestos nas ruas, «foi necessário que não faltasse um só dia a prata com que pagar à tropa, aos marinheiros e à polícia», diria Mariano de Carvalho, ministro da Fazenda em 1891, «pois de outra forma a ordem pública correria um enorme risco».” (Cerezales)

            Note-se que nessa altura foi tomada em conta a circunstância de ser indispensável garantir a confiança nas forças sustentáculo da Ordem Pública, uma vez que centenas de soldados se tinham juntado a tais manifestações e apedrejamentos.

“Em 1977, o Governo estava preocupado em não fazer vítimas nas desocupações de terras e recorreu ao reforço da GNR com um grande aparato militar de intimidação, incluindo tanques e helicópteros, que impressionou a população. Segundo António Barreto -- o ministro responsável pela política agrária – havia o pânico de provocar mortes e os soldados só contavam com balas de borracha, mas era necessário aparentar determinação para dissuadir a resistência activa e evitar conflitos. A jogada funcionou e, durante 1977 e 1978, as devoluções de terras apoiadas por esse vistoso dispositivo militar só se depararam com mobilizações indirectas, como grandes manifestações de repulsa, mas não houve resistência física e as operações não provocaram vítimas.” (Cerezales)

            Mais do que a repressão pelo uso da força, fazendo uso de violência física, para garantir a Ordem Publica resultou a presença da GNR e a sua atitude determinada. 


publicado por Zé Guita às 08:26
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