Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Pirilampo 6

6. A Associação referiu que, dada a sua matriz militar, a GNR deveria ter a exclusividade de tudo o que se relacionasse com a Manutenção da Ordem Pública (incluindo Operações Especiais), inactivação de engenhos explosivos, escolta e segurança de altas entidades.

publicado por Zé Guita às 08:29
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5 comentários:
De Paulo sempre a 10 de Fevereiro de 2007 às 16:53
S. Francisco de Sales dizia: Enquanto um fruto não é encetado, conserva-se por muito tempo: mas se for encetado, depressa apodrecerá.


De Ferrão a 10 de Fevereiro de 2007 às 19:24
Sem dúvida que concordo com a exclusividade a nível destas matérias por parte da GNR. No entanto, no que respeita à s operações especiais, é de referir que em tempos existiu alguém que simplesmente deixou que tal valência fosse abarcada pela PSP, não oferecendo qualquer resistência a tal facto, mencionando ainda que tal força não fazia sentido na GNR. A PSP criou assim os GOE . Foi uma ferida nunca mais sarada totalmente. Tentaram cur à la criando o POE e mais tarde alargando-se à COE. À quem diga que foi curada, mas na minha opinião deixou uma cicatriz muito profunda..
Não se pode cair no mesmo erro.. esperemos que não exista mais uma mente brilhante que nesta reestruturação, traga uma lâmina que nos possa cortar..


De Zé Guita a 24 de Fevereiro de 2007 às 18:01
Caro Ferrão:
Um tanto fora de tempo, acrescento alguma coisa ao seu comentário sobre o POE.
A selecção de pessoal e o início da sua instrução efectivaram-se, em termos informais, antes da criação do GOE na PSP. Ao que constou na altura, não terá havido coincidência de entendimento sobre a criação formal de tal subunidade, o terá levado a decisão política a decidir rapidamente pela PSP. No entanto, o POE continuou, desenvolveu-se, cresceu e hoje há a COE. Não creio que tenha resultado alguma ferida profunda. Apenas a PSP recebeu meios que a Guarda levou mais tempo a alcançar, mas obteve por persistência própria.
As feridas, quando as há, bem cuidadas curam-se. E os erros podem constituir boas lições a não ignorar.


De Guarda Abel a 12 de Fevereiro de 2007 às 11:40
«Matriz militar da GNR»
Hipótese – toda a instituição policial tem em maior ou menor grau índices típicos de condição militar. Mesmo as designadas polícias civis. (Afirmação que carece de demonstração i. e. verificação racional e epistemologicamente validada) O que as distingue verdadeiramente, então? A maior ou menor presença desses índices? Se assim for, a partir de que momento se passa a designar de «militar» uma força de polícia? Será que quem as comanda é que as define enquanto tal, porque gosta de comandar instituições que sejam designadas de «militares», para assim justificar o seu posto de trabalho? Isto é, quem comanda os ditos «corpos militares de polícia» pretende impor um modelo de organização, cuja direcção seja exclusivamente entregue a determinada categoria profissional? Estaremos, então, na presença de um proteccionismo de pendor corporativista? Trata-se de cultura organizacional ou este argumento é demasiado simplista para definir uma polícia militar de uma polícia civil?
Qual a mais valia (para a eficiência dos sistemas de forças de segurança interna) de uma polícia ser mais ou menos militar no sentido organizacional do termo? Não se estará a confundir o modelo com as pessoas que comandam a organização e gostam de impor as suas idiossincrasias, fazendo da instituição policial uma espécie de apêndice da instituição de proveniência, uma espécie de colonização cultural por osmose?
Quem quiser propor hipóteses deve atender a «Questões de metodologia» e evitar o erro dos sofismas (pensamento falacioso) que são recorrentes nas análises que têm sido feitas. Eis alguns a evitar (há outros e que a seu tempo direi e que afectam o sentido das conclusões):
• Petitio Principii:
Ocorre quando as premissas são tão questionáveis quanto a conclusão alcançada.
• Circulus in Demonstrando:
Ocorre quando alguém assume como premissa a conclusão que se quer chegar.
Ex: "Sabemos que Joãozinho diz a verdade pois muitas pessoas dizem isso. E sabemos que Joãozinho diz a verdade pois nós o conhecemos."
• Falácia da Pressuposição:
Questiona um facto assumindo um pressuposto verdadeiro.
• Ignoratio Elenchi:
Ou "Falácia da Conclusão Irrelevante". Consiste em utilizar argumentos válidos para chegar a uma conclusão que não tem relação alguma com os argumentos utilizados.
• Anfibologia:
Ocorre quando as premissas usadas no argumento são ambíguas devido à má elaboração gramatical.
• Bifurcação (Falsa dicotomia):
Também conhecida como "falácia do branco e preto". Ocorre quando alguém apresenta uma situação com apenas duas alternativas, quando de fato outras alternativas existem ou podem existir.
A propósito, havia uma anedota que afirmava ser Portugal um estranho país: os Polícias querem ser inspectores da Judiciária, os Guardas querem ser Polícias e os Bombeiros querem ser Guardas. Porras entendam-se, parece que ninguém gosta ser aquilo que é!


De Zé Guita a 14 de Fevereiro de 2007 às 22:58
Caro Guarda Abel
Cumprimento-o pelo seu instrumental lógico e ainda bem que o traz até nós. Penso que é uma mais valia para os intentos do Securitas.
Espero é que consigamos conjugá-lo com abordagens mais terra a terra, mais marcadamente empíricas.
Saudações.


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