O Ocidente, a Europa e Portugal enfrentam as múltiplas ameaças que acompanham a revolução civilizacional. No seu percurso, a revolução destroi tenazmente as instituições existentes, na tentativa de as substituir por novas estruturas.
A instabilidade alastra e a insegurança generaliza-se. A crise é multifacetada e propaga-se a alta velocidade.
A sede do Poder, que esteve largo tempo nos partidos políticos, volatiliza-se e, ao que tudo indica, está a cair na rua, empurrada por uma “geração à rasca” e entregando-se às mãos de uma dita “geração rasca”.
É tempo de acabar em definitivo com as manobras para igualar a GNR com a PSP. Elas não são iguais e tal tentativa é erro grave.
Mais do que nunca, Portugal precisa de uma GNR coesa, robusta, musculada e eficaz, que constitua esteio de confiança para garantir a segurança e a ordem pública!
À evolução política, á mudança cultural e à crise social há que juntar ainda as tremendas crises, financeira e económica, internas e internacionais. E não se pode deixar de apontar também o relativismo moral, a inversão de valores, a degradação dos costumes, a violência nas ruas, o crime organizado, os poderes erráticos, as guerras assimétricas… São fortes mudanças e crises graves em simultâneo, configurando uma revolução civilizacional.
As atribulações sofridas por Savonarola ainda hoje alertam para os perigos que impendem sobre quem se atreve a falar do futuro; o padre António Vieira, também foi perseguido mas conseguiu deixar-nos a “História do Futuro” e a visão profética do “V Império”, que vêm sendo cada vez mais valorizadas; de Emílio Salgari, foi largamente publicado na primeira metade do século passado o fantasioso “As Maravilhas do Ano 2000” que, sofregamente lido na nossa adolescência anos cinquenta, criou expectativas de futuro que vieram a revelar-se ultrapassadas quando comparadas com a realidade da viragem do século. Hoje em dia, são correntes as análises com carácter científico da prospectiva e da futurologia.
Não é nova a existência de perigos para Portugal na Europa e no mundo. Na actualidade, tal previsão mostra-se aplicável à marcha para a União Europeia, com Portugal a sofrer os efeitos da imensa força centrípeta da Europa: a soberania partilhada e cada vez mais reduzida; o abandono da agricultura e a alienação dos recursos do mar; a ameaça latente do Estado exíguo…
Os esforços em curso para construir apressadamente uma Europa dos Cidadãos, preferida a uma prudente Europa das Nações, tendem a concentrar o Poder na liderança da União Europeia, absorvendo e retirando capacidades aos Estados em menorização, sobretudo aos pequenos e periféricos como é o caso de Portugal.
Tudo promovendo profundas alterações no grande espaço europeu.
As sociedades modernas encontram-se profundamente afectadas pelas novas tecnologias, pela mudança acelerada, pela competitividade e pela globalização. São frequentes e alastram os fenómenos de instabilidade, que geram insegurança e provocam situações de crise. O sentimento de insegurança alimenta-se das crises concretas do dia-a-dia, da delinquência, e também de ameaças difusas, sejam de natureza económica, política, social ou mesmo das chamadas incivilidades; a incerteza crescente e continuada daqui resultante instala-se no espírito dos homens e transforma-se em medo, acabando por estabelecer um clima de desconfiança e de precariedade.
Os olhos de alguns insectos captam vistas em semicírculo, sabendo-se que os da libélula têm trinta mil faces, facultando uma panorâmica global. Tal capacidade sugere uma aproximação à realidade observando-a por diversos ângulos.
A construção de um pensamento ao longo do ciclo de vida, desde cedo e longamente navegada no âmbito multidisciplinar das Ciências Sociais, atingiu actualmente - fruto da premência de um tempo restante marcado como bastante tribulo – um modo de abordagem temática metodológicamente ambíguo. Num esforço quase final para entender a realidade e projectar caminhos de futuro, procurando uma visão ampla, recorre-se a enquadramento multifacetado, por vezes subjectivo e um tanto especulativo, mais da Filosofia e até da Literatura do que de matérias objectivamente adquiridas em Sociologia, Politologia e Estratégia. De qualquer modo, numa abordagem quanto possível centrada na Sociologia mas tendencialmente holística, tenta-se “pensar” a sociedade portuguesa altamente instável que somos, enquadrada num mundo cada vez mais complexo.
Os três últimos decénios do século XX foram bem marcados por diversos alertas sobre as grandes mudanças inerentes à Pós-Modernidade, cuja leitura atenta nos conduziu à convicção de estarmos a viver, mais do que simples mudança cultural, uma autêntica revolução civilizacional. E, conjugando os mais recentes sinais, numa visão facilmente apelidada de pessimista mas que os factos continuam a confirmar, temos vindo a conjecturar que o Mundo Ocidental se encontra envolvido num processo que vai sendo caricaturado como similar à “queda do Império Romano”.
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