Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

OH DA GUARDA!

          O popular grito de socorro, ao longo de tantas gerações tradicional, como pode entender-se?

           Primeiro, houve a Companhia de Guardas; a seguir, existiram a Guarda Real de Polícia, a Guarda Militar da Polícia e também a Guarda Nacional; depois, a Guarda Municipal; mais tarde, a Guarda Republicana; e logo, até hoje, a Guarda Nacional Republicana. O termo e uma certa idéia de "guarda" encontram-se fundamente instalados na ideossincrasia dos portugueses.

           Guarda (segundo o Dicionário Prático Ilustrado, Porto: Lello e Irmão, 1978)  significa “vigilância exercida sobre alguém ou alguma coisa”; “serviço de militares exercendo vigilância”; “tropa especialmente encarregada de defender um soberano”.                                  

           Guarda Republicana é a guarda da res publica, a coisa que é pertença de todos; herdeira das Guardas Municipais e da Guarda Real de Polícia, “força que se limitou a adaptar a Guarda Municipal ao novo regime, sem uma alteração profunda do seu pessoal, perdoado em virtude da atitude contemporizadora do seu último comandante geral, nem da sua farda, onde se mudaram emblemas e distintivos...”; (SANTOS, António Pedro Ribeiro dos – O Estado e a Ordem Pública. Lisboa: ISCSP, 1999.) cujo nome se apresenta próximo da Garde Republicaine de Paris, corpo da Gendarmerie francesa.      

           A Guarda é “nacional”, com proximidade onomástica à Guarda Nacional, radicada no republicanismo da revolução liberal de 1820; a sua designação implica abrangência espacial e há que ter em conta as implicações de tal designativo...

           A Guarda Nacional Republicana, força de segurança, organizada como corpo especial de tropas, de natureza militar, com largas e complexas atribuições de polícia na Segurança Interna, colabora na execução da política de Defesa Nacional, cumprindo as missões militares que lhe forem cometidas em cooperação com as Forças Armadas e prestando Honras Militares e outras de protocolo do Estado. A sua presença diária em todo o território nacional e no mar territorial complementa o papel das FA na Segurança e Defesa e é altamente simbólica em termos de soberania.

sinto-me: convicto.
tags:
publicado por Zé Guita às 09:27
link | comentar | favorito
26 comentários:
De Luís Alves de Fraga a 1 de Julho de 2007 às 20:14
Caro Senhor,
Sarmento Pimentel foi um homem de ideias claras para o seu tempo. E ainda bem, pois assim podemos pegar no que disse e ensaiar levar um pouco mais longe a sua lógica. Vejamos.
A GNR como uma pequena força para repressão dura quando a PSP já não tiver meios ou capacidades. Não estava mal pensado para a época. Todavia, o que Sarmento Pimentel se esqueceu de dizer - embora o haja afirmado quanto ao Exército - é quem comandava essa Guarda. Nem mais nem menos do que oficiais do Exército!
Mudavam-se as «moscas», ou seja os soldados que, no caso vertente, passavam a designar-se por guardas, e lá tínhamos uma «espécie de Exército» vocacionado para a repressão complementar da PSP.
Será assim que a Guarda e os oficiais do Exército que ainda a comandam desejam ser vistos?
Julgo que a GNR não se honra nesta perspectiva, porque ser «militar» para assumir o papel de repressor não honra nem o Exército nem quem se faz passar por tal.
Para ser uma força de segurança interna não precisa de ser militar, podendo ser uma corporação militarizada, isto é, uma força que vai buscar aos militares uma certa forma de hierarquia e de disciplina, mas cuja missão, nem de perto nem de longe, se confunde com a daqueles, pois servir a segurança interna é honroso, mas ser o «braço escondido» do «Exército repressor» já o não é.
São nuances que fazem toda a diferença... para uns e para outros!
Por hoje é tudo.
Os melhores cumprimentos


De Garda Abel a 2 de Julho de 2007 às 16:33
Caro senhor,
O problema da Guarda é ter sido desde sempre Exército disfarçado, embora recentemente tenha trocado o verde pelo azul!
Resta saber como vai encontrar o seu lugar no Sistema de Segurança Interna, mantendo alguma especificidade.
Que caminhos deverão ser trilhados para se atingir esse fim é a pergunta q se impõe.
Cortar o cordão umbilical com o Exército parece ser, para muita gente, um dilema doloroso...
Resta saber até quando.
Com os melhores cumprimentos


Comentar post

.mais sobre mim: ver "Zé Guita quem é"

.pesquisar

 

.Janeiro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

23
24
25
26
27
28

30
31


.posts recentes

. COMPETIÇÃO OU COOPERAÇÃO ...

. DESORGANIZAÇÃO E DESORDEM

. DIA DA INDEPENDÊNCIA NACI...

. A SOCIEDADE ESPECTÁCULO

. ECONOMICISMO, OPINIÕES E ...

. LEITURAS - 2ª Edição

. APROXIMAÇÃO À MATRIZ

. MAIS QUESTÕES CANDENTES

. LEITURAS!!!

. QUESTÕES CANDENTES

.arquivos

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

.tags

. todas as tags

.links

.publog

blogs SAPO

.subscrever feeds

RSSPosts

RSSComentários

RSSComentários do post