Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

GNR - ALGUMAS QUESTÕES A PONDERAR

A Guarda, como muito bem refere o Guarda Abel, é uma instituição dilacerada. Sendo diversas as ameaças que sobre ela impendem, merece destaque a hipótese de ser alvo de embate entre os interesses do “fantasma de César” e do “fantasma de Fouché”. Quando o importante está nos interesses do Estado, que se entende constituído por território, população e órgãos de soberania.

          Embora vestindo a camisola institucional, Zé Guita milita na independência, esforçando-se por manter uma postura que é “fruto de reflexão e de preocupação perante factos inquietantes e que dizem respeito ao futuro e à viabilidade de uma instituição que é fundamental para a manutenção de um Estado, que cada vez é mais exíguo...”

          Sem tomar partido, consciente do perigo de ficar “mal com el-rei... e mal com os homens” e mesmo da possibilidade de condenação tipo Savonarola, sempre no intuito de contribuir para melhor avaliação do problema, destaca algumas interrogações, explícitas e implícitas, colhidas em comentários sobre a matéria.

 

A. João Soares, no blog Do Mirante:

§  Justifica-se a existência de duas instituições policiais, PSP e GNR?

§  Qual a razão por que a tentativa posterior ao 25 de Abril de as unir sob um mesmo comando foi colocada de lado?

§  Qual a vantagem de hoje a GNR ser um corpo militar?

§  Qual a percentagem de agentes da GNR a desempenhar directamente a missão?

§  Qual a solução utilizada nos países europeus mais evoluídos?

§  Qual desses modelos pode melhor servir à população e à dimensão de Portugal?

§  Porque não aproveitar para criar estruturas simplex?

 

Mário Relvas, no blog Do Mirante:

§  Haveria um choque, com o comandante geral subordinado ao CEMFA?

§  Como comparar comandante geral com director nacional?

§  O que modifica uma direcção nacional?

§  Se houvesse fusão PSP/GNR os militares voltariam à polícia ou regressariam ao Exército?

§  A GNR como força militarizada manteria o brio e o respeito que possui?

§  Quais os países a tomar como modelo, tendo em mente os interesses nacionais e não os de grupo?

 

Guarda Abel, no blog Securitas:

§ Generais do Exército na GNR por mais 20 anos?

§  A dependência da Guarda com este ramo vai continuar?

§  A GNR é um ramo das Forças Armadas?

§  O corpo de oficiais generais está reservado aos Ramos das FA?

§  Será possível alterar a LDN para possibilitar a inserção de um General espúrio?

§  Qual será a reacção dos Ramos das FA a esta pretensão?

§  A eventual opção política vai ser condicionada por grupos de pressão?

§  Será necessário existirem oficiais generais da GNR para esta ser comandada por oficiais da própria Instituição?

§  Seria de consagrar uma nomenclatura específica para os cargos superiores da GNR, vincando a especificidade própria da Instituição?

 

Maquiavel, no blog Securitas:

§     A Guarda precisa de generais?

 

     As respostas a algumas destas perguntas já são possíveis, outras necessitam de investigação e todas merecem reflexão.

 

publicado por Zé Guita às 16:30
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De Barão da Tróia a 11 de Setembro de 2007 às 09:55
A Guarda precisa tanto de Genarais como eu preciso de uma dor de dentes! Continuamos a fazer de conta que somos um país rico, quem se lixa é o cidadão comum, que quando precisa de auxílio está só, miserávelmente só, porque quem deve proteger, não pode, não consegue, não quer ou está-se nas tintas. Essa é que é a verdade, o resto da conversa são tretas institucionais passadistas sem vislumbre de clareza e de alcançe prático, mas continuem , continuem como até aqui, tardará muito pouco para um regabofe ainda maior. Boa semana


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