A reestruturação em curso na Guarda, além da tendência civilista levada a efeito para “aproximar” estruturas organizacionais com as da PSP, traz agora, noutra direcção, quase de surpresa e como murmúrio de caserna, propostas no sentido de recrutar sargentos para a Guarda no Exército. Dado que a matéria é muito mais importante do que pode parecer à primeira vista, tendo fortes repercussões na cultura organizacional e na coesão interna, é oportuno e espera-se que não tardio confrontar alguns aspectos da tradição com tal proposta, na tentativa de colocar em evidência alguns dados do problema eventualmente não tomados em conta.
Anotem-se algumas ideias largamente estabelecidas:
“Sargento: Oficial inferior do exército” (Dicionário Prático Ilustrado Lello).
“Sargentear: dar ordens precipitadas” (Dicionário Prático Ilustrado Lello).
“Sergent: Officier de justice chargé de signifier les exploits, les assignations, de faire les saisies, d’arreter ceux contre lesquels il y avait prise de corps. Premier grade de la hierarquie des sous-officiers (… ) Sergent de ville, sinonime de GARDIEN DE LA PAIX.” (Petit Larousse Illustré).
“Sous-officier: Militair d’un corps intérmédiaire entre celui des officiers et la troupe…” (idem)
“Sergeant: police-officer with rank below that of an inspector” (Oxford Advanced Learner’s Dictionary).
Longe de qualquer intenção de desprimor para os sargentos das Forças Armadas, em relação aos quais ganhei respeito e afeição sobretudo nas matas de Moçambique, perante estes dados afigura-se legítimo concluir que aos sargentos da Guarda corresponde o perfil desenhado para o francês sergent, sergent de ville, gardien de la paix e incluido na classe de suboficiais; e se enquadra igualmente na designação anglo-saxónica de oficial de polícia; a longa prática institucional ensina com muita clareza que ao sargento da Guarda está completamente vedado dar ordens precipitadas. O sargento das FA deve ser formado com mentalidade de combatente puro e duro, peça anónima mas essencial de uma máquina preparada para a guerra; o sargento da Guarda deve ser formado com mentalidade de defensor das leis, assumindo especiais responsabilidades directamente junto das populações, acima de tudo como guarda da Paz.
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