Fernando Pessoa legou-nos a “Mensagem”, esse pequeno livro portador de formidável conteúdo que, de forma profundamente empolgante, por um lado, celebra a história e as características do cavaleiro andante Portugal, paladino de um utópico Império envolto na bruma do sonho; por outro lado, questiona e invectiva o longo impasse que ensombra os caminhos do seu futuro.
O Cavaleiro tem a capacidade de sacrifício do Infante Santo: “Cheio de Deus, não temo o que virá, pois, venha o que vier, nunca será maior do que a minha alma.” Aspira a grandeza sonhada por D. Sebastião: “Louco, sim louco, porque quis grandeza… Sem a loucura que é o homem mais que a besta sadia, cadáver adiado que procria?” Ostenta o brilho puro da espada de Nun’ Álvares : “Que auréola te cerca?... Ergue a luz da tua espada para a estrada se ver!” Manifesta sofregamente a ânsia pela descoberta do Infante D. Henrique: “Com seu manto de noite e solidão, tem aos pés o mar novo e as mortas eras”. É capaz de recorrer à vontade férrea de alcançar a meta do Príncipe Perfeito D. João o Segundo: Seu formidável vulto solitário… que fita além do mar.
Os caminhos apontados pela utopia, percorridos por alguns caminheiros loucos, permitem concretizar a oração de Pessoa: “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. “O sonho é ver as formas invisíveis da distância imprecisa e, com sensíveis movimentos da esperança e da vontade, buscar na linha fria do horizonte… os beijos merecidos da Verdade”.
Na busca do mítico Império, o Cavaleiro assume que “da obra ousada é minha a parte feita … a febre em mim de navegar só encontrará de Deus na eterna calma o porto sempre por achar”. Às grandes dificuldades e temores que tal ousadia enfrenta contrapõe-se a determinação necessária: “mais que o mostrengo, que me a alma teme e roda nas trevas do fim do mundo, manda a vontade, que me ata ao leme, de El-Rei D. João Segundo”.
A ousadia nos caminhos do mar acaba por levar a praia aberta, novo ponto de partida e não o fim da viagem: “Dobrado o assombro, o mar é o mesmo: já ninguém o tema!”
“Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quiser passar além do Bojador tem que passar além da dor. … a chama que a vida em nós criou, se ainda há vida ainda não é finda. … A mão do vento pode erguê-la ainda.”
“Ser descontente é ser homem. … António Vieira, no imenso espaço seu de meditar, constelado de forma e de visão… é luz do etéreo. … Que jaz no abismo sob o mar que se ergue? Nós, Portugal, o poder ser. … É a hora!”
Para ir além do mar, o mar é o caminho: Navegar é preciso e pelo sonho é que se vai.
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