“É claro que acredito no Quinto Império”
Agostinho da Silva
Dando continuidade ao mito do Quinto Império, destaca-se, mais próximo, Agostinho da Silva, filósofo, poeta, ensaísta e pensador, empenhado na prática para a mudança da sociedade.
Assumiu peremptoriamente acreditar no Quinto Império, “porque senão o acto de viver era inútil.” A utopia consiste em conceber um império sem os clássicos imperadores, que leve às nações do mundo uma filosofia capaz de abranger a espiritualidade, envolvendo toda a Humanidade. Agostinho intitulava-se cavaleiro do Espírito Santo e defendia que tal império viria pelo poder da oração.
Colhendo na seara de Adriano Moreira, “O sebastianismo não parece ser apenas a carência e esperança de uma liderança redentora … Do padre António Vieira a Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a saudade do futuro, com expressão no Quinto Império, traduz assim a teimosa esperança de retomar o fio da história quebrado em Alcácer Quibir…”.
Perante as contingências impostas pelo mundialismo a Portugal, Agostinho da Silva questionava: “O Império acabou. E agora?” Constatando-se que a revolução de Abril de 1974 não foi propícia a seguir a visão orientadora chamada Quinto Império, de Vieira e Pessoa, colhe a conclusão: “Pode ser que o Rei não tenha morrido em Alcácer Quibir… mas definitivamente o Rei morreu nos treze anos da Campanha de África a que o 25 de Abril colocou um ponto final.” E, na senda do Quinto Império, inquietava-se com a falta de projecto, à semelhança do realizado por Viera ao advogar que a dinastia de Bragança abandonasse o território europeu para se instalar no Brasil.
A ideia central do Brasil como esteio também foi projectada por Agostinho, que mantendo a invocação da confiança em Deus, advogou no plano político a criação de uma Comunidade Luso Brasileira, muito orientada por valores religiosos e culturais.
Embora mantendo-se alheio a qualquer ortodoxia, parece evidente que a cultura cristã tem a ver com clara aproximação à igreja portuguesa, designadamente quando afirma que “Deus é sempre duplo, aquele que é, e aquele que eu entendo; a este chamo Cristo”. Assim, interessando-se pelo lado humano, o seu ideal de santidade e um comportamento despojado empurravam-no para a utopia.
Tendo mergulhado profundamente na sociedade brasileira, procurou integrar os contrários seguindo a ideia de Fernando Pessoa de que a comunidade seria sobretudo um estado de espírito, sem raiz étnica, sem limites ao acolhimento, uma visão do que é ser português. Vagabundeando largamente, Agostinho multiplicou as amarras do espírito que havia de sobreviver à derrocada política da sociedade, explicitando assim a sua sentença: “só então Portugal, por já não ser, será.” É uma visão do Quinto Império, em que os homens de referência, em vez de guerreiros e conquistadores, são “mensageiros que profetizam para além dos tempos; ou dito de outro modo, fazendo valer o tempo longo dos princípios sobre o tempo breve das conjunturas”.
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