O espírito para além da matéria
É muito antiga a ideia de existência de uma alma do mundo, puro espírito imaterial subjacente e animador em toda a natureza, de modo semelhante ao que sucede com a alma humana. Neste sentido, o mundo é um ser vivo, com alma e inteligência próprias, constituindo uma unidade material e imaterial; este ser universal contém todos os seres vivos, os quais se encontram naturalmente interligados. Tal ideia chega até aos nossos dias com raízes em Platão, encontra-se também em sistemas de pensamento orientais e tem sido sustentada ao longo dos tempos por pensadores como Paracelso, Spinoza, Leibnitz e Schelling.
Mitologia helénica
“Os mitos gregos estão por toda parte ainda hoje. Estas narrativas, que um dia povoaram não só a imaginação como também a vida quotidiana de todo um povo, perduraram no tempo e ainda hoje fascinam escritores, cineastas, escultores, psicólogos, antropólogos, etc. Pode-se fazer delas o uso mais variado, mas é curioso que guardam, em si mesmas e por si mesmas, um interesse inabalável para os leitores comuns, pessoas que sempre sentirão prazer em mergulhar na poesia de deuses nada perfeitos, cheios de defeitos muito humanos, ninfas que definham de amor por mortais, heróis que redimem a humanidade, vozes encantadoras de sereias, monstros brutos de um olho só, derrotados pela inteligência do homem. Os estudiosos podem tentar analisar os mitos como forma primitiva de explicação racional do universo, como ciência ingénua e rudimentar; outros podem vê-los como projecção de nossa vida inconsciente, etc. — o mito sobrevive a qualquer tentativa reducionista de enquadrá-lo em termos que não são os seus, reduzi-lo a alguma “chave” que supostamente o desvende — ele sobrevive inatingível, com o impacto de sua força narrativa. “O mito é o nada que é tudo”, já disse Fernando Pessoa, criador de mitos, como todo poeta.” (Vasconcelos, 1998)
Recorrendo à popular Wikipedia, obtem-se desenvolvimento sobre a mesma matéria:
“Mitologia Helénica é uma das mais geniais concepções que a humanidade produziu. Os gregos, com sua fantasia, povoaram o céu e a terra, os mares e o mundo subterrâneo de Divindades Principais e Secundárias. Amantes da ordem, instauraram uma precisa categoria intermediária para os Semideuses e Heróis. A mitologia grega apresenta-se como uma transposição da vida em zonas ideais. Superando o tempo, ela ainda se conserva com toda a sua serenidade, equilíbrio e alegria. A religião grega teve uma influência tão duradoura, ampla e incisiva, que vigorou da pré-história ao século IV e muitos dos seus elementos sobreviveram nos Cultos Cristãos e nas tradições locais. Complexo de crenças e práticas que constituíram as relações dos gregos antigos com seus deuses, a religião grega influenciou todo o Mediterrâneo e áreas adjacentes durante mais de um milénio. Os gregos antigos adoptavam o Politeísmo Antropomórfico, ou seja, vários deuses, todos com formas e atributos humanos. Religião muito diversificada, acolhia entre seus fiéis desde os que alimentavam poucas esperanças em uma vida paradisíaca além-túmulo, como os heróis de Homero, até os que, como Platão, acreditavam no julgamento após a morte, quando os justos seriam separados dos ímpios. Abarcava assim entre seus fiéis desde a ingénua piedade dos camponeses até as requintadas especulações dos Filósofos, e tanto comportava os excessos orgíacos do culto de Dionísio como a rigorosa ascese dos que buscavam a purificação. No período compreendido entre as primeiras incursões dos povos helénicos de origem Indo-europeia na Grécia, no início do segundo milénio AC, até o fechamento das escolas pagãs pelo imperador bizantino Justiniano, no ano 529 da era cristã, transcorreram cerca de 25 séculos de influências e transformações.”
Para além da religião, baseada no politeísmo antropomórfico, também os heróis e os mitos eram objecto de representação em imagens pintadas e esculpidas, que traduziam simbolicamente expressões inconscientes e profundamente instaladas na alma colectiva.
Santo Agostinho, doutor antigo da Igreja de Cristo, em obra fundamental, marcou destacadamente a existência de uma Cidade dos Homens e de uma Cidade de Deus, sendo a primeira terrena e a segunda de natureza espiritual. E vincou a ideia de que Deus é condutor, doador de todos os reinos e quem determina o seu fim nem sempre visível à racionalidade humana.
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