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Idiossincrasia
Não há um conceito unívoco de idiossincrasia, podendo o termo ser usado com diferentes significados: peculiaridade do comportamento característico de um indivíduo; predisposição particular do organismo que origina reacções próprias de cada indivíduo; hipersensibilidade inata e constitucional que apresentam certos indivíduos aos agentes exteriores; revelação de um jeito de ser do indivíduo, que se mostra para a sociedade de forma diferente, de uma maneira de ser diferente, um jeito de sentir diferente, um modo de ver a vida…
Uma vez que cada ser humano é um fenómeno único, ninguém é igual ao outro, também podem existir diferenças entre instituições, culturas, sociedades, países… Parece portanto aceitável que se considere a existência de idiossincrasias colectivas.
Inconsciente colectivo e arquétipos
Segundo Karl Jung, o homem possui um eu público, exterior, e um eu secreto, interior, integrando ambos o homem total. Partiu daqui a busca de um inconsciente colectivo, fundo psíquico comum a todos os homens, estrutura básica que permaneceria eterna, para lá das diversas características de espaço, tempo e cultura.
Esta alma colectiva seria sensível a certos símbolos que desencadeariam os arquétipos ou sentimentos universais, despertando tendências ou impulsos humanos de origem inata e hereditária, como o nascimento, a morte e as relações entre pais, filhos e irmãos.
Jung compreendeu a importância dos símbolos para entender a natureza humana, uma vez que eles exprimiam os arquétipos do inconsciente colectivo, “predisposições inatas para experimentar e simbolizar situações humanas universais”, os quais de algum modo estariam presentes em todos os grandes sistemas mitológicos e religiosos da humanidade.
“… em contraposição à noção geralmente predominante que considera a experiência racional e conceptual como o padrão de normalidade, e a actividade de sonho e de fantasia como primitiva, regressiva e anormal, Jung considera a produção imagética espontânea, os sonhos, as fantasias e as expressões artísticas como fontes indispensáveis de informação e orientação…” “… o sonho fala na linguagem arcaica da psique objectiva. Ele fala a sério e exprime, em termos simbólicos, o lado desconhecido da situação de vida da maneira que é apreendida e espelhada pelo inconsciente. Os sonhos são simbólicos.” (WHITMONT, Edward – A Busca do Símbolo. S. Paulo: Cultrix, 1969)
Albert Einstein, um dos maiores expoentes do pensamento contemporâneo, além de teorizar a relatividade universal deixou também algumas linhas que importa ressaltar:
O segredo da criatividade está em dormir bem e abrir a mente às possibilidades infinitas.
O que é um homem sem sonhos?
Espero que não sejamos um sonho que Deus sonha.”
Tendo em conta quanto fica “folheado”, afigura-se aceitável encarar a tendência do homem para sonhar como um traço da cultura não material, inspirador de movimentos sociais utópicos; e permite conceber hipóteses como a da constância de uma alma universal, inconsciente colectivo que se traduziria em arquétipos, que se apresentam diversos nos povos como nos homens. Tudo confirmando a importância da espiritualidade nos seres humanos enquanto indivíduos e como conjuntos sociais mecânicos ou orgânicos.
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