Teixeira de Pascoaes e a Pátria-Saudade
Visionário, poeta e pensador, por alguns considerado “um pensador maior europeu e mundial”, Teixeira de Pascoaes empenhou-se no estudo do “homem transcendente, o além homem, que o português encerra. Estudemos o Português do Cosmos, oculto no Português do extremo ocidental da Ibéria.” No entanto, “conheceu o silenciamento que cada terra sempre reserva aos seus maiores profetas.” (Editorial da revista Nova Águia, nº 4. Sintra: Zéfiro, 2009)
Ao analisar a relação dos portugueses com Portugal, na actualidade, Eduardo Lourenço interpreta em profundidade o imaginário saudosista do poeta e filósofo Teixeira de Pascoaes, que insistentemente aponta como sendo “um dos maiores poetas portugueses”, conferindo à sua mística Saudade uma quarta etapa entre os cinco grandes momentos da autognose nacional e clarificando a relação do escritor com a sua pátria, uma pátria a ser feita e não apenas já feita, visando, numa postura de confiança com um perfil exaltante, “repor Portugal na sua grandeza ideal tão negada pelas circunstâncias concretas da sua medíocre realidade política, económica, social e cultural”.
Segundo o ensaísta, o Ultimato terá abalado fortemente a entidade pátria, exaltando à convergência de todas as imagens da Nação, colocando a Pátria como tema supremo e conjugando o discurso pessimista com a exaltação patriótica. Assim, é entre a Pátria de Junqueiro e a Mensagem de Pessoa, que Eduardo Lourenço analisa “a invenção suprema – e porventura a mais genial jamais saída da imaginação lusíada – a da Pátria-Saudade de Teixeira de Pascoaes”.
O autor de Arte de Ser Português distingue a pátria da História da pátria Ideal, “que é simultaneamente a transmutação idealizante e idealista mais genial que o tema pátria acaso inspirou”. O Portugal dos fins do século XIX, princípios do século XX, assistirá a uma operação de magia poética incomparável destinada a subtraí-lo para sempre ao complexo de inferioridade anímico que a Geração de 70 ilustrara. O verbo de Pascoaes resolve a nossa pequenez objectiva, origem dos temores pelo nosso futuro e identidade, ao colocar Portugal fora do mundo e fazendo desse estar fora do mundo uma Realidade. Permite assim uma osmose constante entre o homem e a Realidade, ao sobrepor à realidade pátria uma Pátria-Saudade. (Eduardo Lourenço - O Labirinto da Saudade, Psicanálise Mítica do Destino Português. Lisboa: Gradiva, 2000.- Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade. Lisboa: Gradiva, 1999, 2ª ed.).
Pascoaes afirma a existência de uma alma portuguesa, que deve continuar sob a forma espiritual a obra iniciada com os Descobrimentos, profetizando assim um caminho diferente rumo a um futuro melhor e retomando o sonho do Quinto Império a concretizar numa Era Lusíada, uma nova civilização que implicaria a refundação de Portugal. De entre os seus escritos destaca-se Arte de Ser Português, visando expressamente educar a juventude para a portugalidade, no sentido do português se assumir como o Homem Universal e como reacção à conjuntura nacional degradada. (Vários autores. In revista Nova Águia, nº 4. Sintra: Zéfiro, 2009)
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