O Estado português, na sua forma política que se pretende organizada como "sociedade perfeita", no caminho para a modernidade, encontra-se afectado pelas mudanças comunicacional, cultural e civilizacional caracteríticas da Terceira Vaga e da Globalização. Dada a natureza, velocidade e ritmo de tais processos, daqui resulta grande instabilidade, que frequentemente origina insegurança subjectiva e mesmo factual.
Portugal tem vivido os seus quase novecentos anos de história com "mar ora calmo ora revolto", percorrendo caminhos com "altos e baixos", atravessando e resolvendo diversas crises, conseguindo vencer "adamastores" e "velhos do restelo".
Actualmente, às mudanças universais e às crises financeira e económica internacionais, acrescem, de origem interna, fortes crises financeira, económica, social e política. Incerteza, instabilidade, exclusão social, pobreza, contestação, incivilidades, criminalidade, violência acontecem em espiral, ameaçando perigosamente a autoridade do Estado e a confiança nos seus órgãos; ocasionando uma subida nos graus de risco correspondentes a tais ameaças; e agravando o quadro geral de insegurança.
Para garantir a indispensável coesão nacional é necessário batalhar em defesa dos Fins do Estado - Bem-estar, Justiça e Segurança - e exige manter a confiança dos cidadãos no exercício da Autoridade pelos órgãos do mesmo Estado.
Tal como "sem Liberdade não há Segurança", "sem Segurança não há Liberdade". O nível excessivo de Liberdade favorece a libertinagem e anula a Segurança.
Sem Leis adequadas, a Justiça perde eficácia; sem Leis em que se basear e sem Justiça que as apoiem, as Polícias não têm autoridade.
Numa conjuntura altamente crítica como a que se atravessa, chega a ser surrealista a movimentação de algumas tendências civilistas no sentido de desvalorizarem a natureza militar da GNR - corpo especial de tropas componente do modelo de dualidade policial - procurando destruir a Guarda de Confiança que ainda é.
Neutralizar a Guarda de Confiança, que incomoda muita gente, satisfaria alguns indivíduos e diversos grupos de interesses e "ismos"; a propalada solução por um modelo policial monista corresponderia a uma transferência da vital autoridade do Estado para o poder factual de grupos corporativos, associações profissionais, sindicatos e outros.
Na sociedade portuguesa não são automaticamente aplicáveis os modelos de polícia única que vigoram em sociedades muito diferentes. À partida, envolve perigos e falecem argumentos economicistas e funcionais. A prudência mínima aconselha a evitar tanto o "fantasma de César" como o "fantasma de Fouché".
. COMPETIÇÃO OU COOPERAÇÃO ...
. DIA DA INDEPENDÊNCIA NACI...
. ECONOMICISMO, OPINIÕES E ...
. DEFESA
. SEGURANÇA
. MAI
. Segurança Pública-Ideias e Acções
. Forum Brasileiro de Segurança Pública
. Segurança Pública e Estratégia
. GNR
. GNR
. Lucernas
. ASPIG
. O Jacaré
. Martelão
. POLÍCIA
. PJ
. PSP
. SEF
. ASAE
. Wanderby
. CIDADANIA
. Piruças