Do Portugal do Poder Ser à Via Lusófona
Posta em relevo e interiorizada a espiritualidade como característica da portugalidade - entendida esta como “uma forma de identidade da qual a língua portuguesa constitui um pilar essencial” - representando o melhor de Portugal e dos portugueses em sentido universalista; equacionado um caminho em busca do Portugal que Pode Ser – a partir do mito do V Império, rumo a um futuro melhor, conjugando o sonho com a realidade; tendo em conta a actual circunstância ameaçadora da redução a Estado exíguo – quando tudo é incerto e derradeiro; impõe-se assumir sem mais hesitações que É a Hora!, sendo premente a passagem à acção - orientada esta pela linha estratégica de um projecto mobilizador da Nação.
A Cidade, enquanto colectivo organizado dos cidadãos, encontra-se abalada pela perda material do Império Ultramarino; pela transferência de soberania para o poder centrípeto da União Europeia; pela fortíssima instabilidade multidimensional própria de uma revolução civilizacional cada vez mais evidente; e pela incerteza, perda de confiança, criminalidade, violência e insegurança física e psicológica que se vêm desenvolvendo a nível internacional e no âmbito interno em consequência das sucessivas e simultâneas crises financeiras, económicas, políticas e sociais. Os órgãos institucionais do Estado mostram-se incapazes de vencer a conjuntura perigosa em crescendo; a sociedade civil, tomada de assalto por sucessivas ondas depressivas, encontra-se largamente desmotivada, descrente e com tendência para alhear-se.
Revela-se inadiável congregar as forças que o Estado ainda tem para “marchar contra os canhões” da situação adversa. Para tal conseguir, há que gritar bem alto “às armas! às armas!”, causando ruído suficientemente estrondoso para acordar o Povo e, conseguidas a atenção deste e a adesão de algumas elites, mobilizar a Nação para se empenhar na luta orientada por um projecto estratégico que reactive a esperança e dê vida aos sonhos.
Cerca de setenta anos de domínio absolutista não conseguiram apagar as nações submetidas ao poder soviético, que ressurgiram pujantes e continuam a afirmar-se; de modo semelhante, recuperaram a individualidade política as nações englobadas no Estado jugoslavo. A Nação portuguesa, com a sua identidade nacional afirmada ao longo de quase nove séculos e com a individualidade política bem marcada pelas fronteiras terrestres consideradas das mais antigas da Europa, possui fortes raízes anímicas. Rodeada de Espanha por quase todos os lados, o seu espaço de liberdade está no mar em frente: “O que faz Portugal é o mar!”; regressada das aventuras marítimas ao confinamento territorial da Europa, deixou espalhados pelo globo terrestre quinhentos anos marcados pela criação da Era Gâmica, tendo dado origem a “O Mundo que o português criou”, praticando extensivamente o contacto de culturas e a integração das mesmas. As caravelas regressaram, ao estreito território europeu, trazendo saudades e traços culturais oriundos das mais diversas paragens; tendo deixado na esteira das longas e duradouras rotas navegadas afinidades, usos e costumes e muito principalmente a língua portuguesa. É assim que hoje, confinada à varanda do espaço europeu, a Nação descobre que “Da minha língua vejo o Mar” e pode conjecturar “O Poder Ser” desenvolvendo a “Portugalidade” como um avatar cultural.
Daqui ressalta o interesse vital do Mar: Portugal não é um país pequeno, pois dispõe das maiores ZEE e plataforma continental da Europa. Por esta mesma razão, Portugal não é um país sem reservas naturais. As potencialidades económicas do Mar português são do maior interesse para Portugal e cobiçadas pelos parceiros europeus. Também se vislumbra a grande dimensão do interesse futuro da Língua Portuguesa, como veículo potenciador para o desenvolvimento da CPLP. Ambos os interesses são de considerar fundamentais para projectar uma Via Lusófona no sentido de construir uma União como alternativa possível à União Europeia.
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